3 meses sem Marielle: silêncio das autoridades é interrompido por ‘barulhaço’

Imprimir
13 de junho de 2018 Defensores de direitos humanos
Neste quarta-feira, 13 de junho, a Anistia Internacional realizou um #BarulhaçoPorMarielle em frente ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) para marcar os três meses de silêncio das autoridades sobre o caso. Até hoje não temos uma resposta sobre quem matou e quem mandou matar a defensora de direitos humanos e vereadora Marielle Franco. O assassinato de um defensor ou uma defensora de direitos humanos é uma tentativa de silenciar não apenas aquela pessoa, mas também todos aqueles que denunciam violações de direitos humanos. Ativistas da Anistia Internacional fizeram barulho para mostrar que não aceitaremos o silêncio.
.
“É muito estratégico que o Estado dê uma resposta para o assassinato da defensora de direitos humanos e vereadora Marielle Franco para que esse processo, essa espiral de medo e silêncio, não se espalhe pelo Rio de Janeiro. Esse caso não pode ficar sem resposta”, afirma Renata Neder, coordenadora de pesquisa, políticas e advocacy da Anistia Internacional Brasil.

.
.
Desta vez, a cobrança foi direcionada ao Ministério Público que pode exercer um papel crucial neste caso. A Anistia Internacional reivindicou que o MPRJ crie uma força-tarefa específica para o caso, com a participação do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP) e do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO). A organização de direitos humanos também reivindicou que o Ministério Público exerça o controle externo da atividade policial, monitorando a atuação da Polícia Civil nas investigações no sentido de identificar possíveis negligências, lacunas, descasos, interferências externas indevidas ou procedimentos errados ou ações ilegais que eventualmente estejam acontecendo ou possam vir a acontecer.
;
;

(Foto: AF Rodrigues/ Anistia Internacional)

.
Após a ação, representantes da Anistia Internacional foram recebidos pelo Procurador Geral do Ministério Público do Rio de Janeiro, sr. Eduardo Gussem, juntamente com Marinete da Silva, Antonio Francisco da Silva e Monica Benício, mãe, pai e companheira de Marielle Franco. O Procurador Geral renovou o compromisso do Ministério Público com as investigações do assassinato de Marielle Franco e declarou que todas as estruturas estão conversado para elucidar o caso. A Anistia Internacional reiterou que irá continuar mobilizando a sociedade e cobrando respostas das autoridades.
.

Assista à declaração do Procurador Geral do Ministério Público do Rio de Janeiro após a reunião
;

.
Saiba mais

Monica Benício: Nenhum passo atrás no direito de amar

Marielle Franco: Anistia Internacional faz nota pública sobre as cinco submetralhadoras HK MP-5 extraviadas em 2011

60 dias sem Marielle: organização renova pressão sobre as autoridades responsáveis para que o caso seja solucionado

Ana Paula Oliveira, do grupo Mães de Manguinhos, escreve sobre como conheceu Marielle Franco

30 dias sem Marielle: Anistia Internacional realiza ação na cidade durante Amanhecer por Marielle e Anderson

Brazil: International solidarity is crucial to solving activist Marielle Franco’s killing

Brasil: La solidaridad internacional es decisiva para resolver el homicidio de la activista Marielle Franco

13 de junho de 2018 Defensores de direitos humanos

Mais Notícias

17 de setembro de 2020 | Segurança pública Mulheres Conflitos

Moçambique: Vídeo mostra assassinato de mulher nua e prova mais uma vez violações de direitos humanos pelas forças armadas estatais

A Anistia Internacional exige que as autoridades em Moçambique devem de imediato abrir uma investigação independente e imparcial à execução extrajudicial de uma mulher

14 de setembro de 2020 | Segurança pública Conflitos Indivíduos em risco Tortura Violência policial

Colômbia: Anistia Internacional condena atos de tortura e o uso de força excessiva pela polícia

Anistia Internacional acompanha situação da Colômbia, onde o advogado Javier Ordoñez foi morto após violenta e desproporcional abordagem por parte da Polícia Nacional

14 de setembro de 2020 | Liberdade de expressão

Trabalhe Conosco: Estágio em Comunicação

A Anistia Internacional Brasil está em busca um estagiário ou estagiária para a equipe de Comunicação.
Tem interesse em fazer parte da nossa equipe?
Carregar mais notícias