Venezuela: relatório da ONU sobre crise em direitos humanos é o primeiro passo para a verdade

Imprimir
20 de março de 2019 Política internacional Defensores de direitos humanos Conflitos
Alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para os direitos humanos, Michelle Bachelet

Respondendo a primeira atualização oral sobre a crise em direitos humanos na Venezuela realizada hoje no Conselho de Direitos Humanos em Genebra por Michelle Bachelet, Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), a diretora da Anistia Internacional para Américas, Erika Guevara-Rosas, afirmou:

“A Anistia Internacional tem documentado crimes do direito internacional e graves violações de direitos humanos na Venezuela. Durante minha visita em fevereiro, testemunhei em primeira-mão uma crise sem precedentes que exige os mais altos níveis de escrutínio e responsabilidade. A atualização sobre a situação da Venezuela feita hoje pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) falou dessa realidade, refletindo sobre a circunstâncias terríveis que a população da Venezuela está enfrentando.”

“A Anistia Internacional apoia as vítimas da crise de direitos humanos na Venezuela em sua luta pela verdade, justiça e reparação. Recebemos com satisfação o compromisso do escritório de direitos humanos da ONU.”

“Diante da magnitude e gravidade dessa crise, assim como dos grandes obstáculos em que se encontra a justiça na Venezuela, a Anistia Internacional insta o Conselho de Direitos Humanos a criar uma Comissão de Investigação para monitorar e informar a situação que cada vez se torna mais grave na Venzuela e para esclarecer a responsabilidade dos crimes do direito internacional e as graves violações de direitos humanos. Pedimos aos Estados Membros da ONU que considerem a necessidade desse mecanismo em junho.”

.

Saiba mais

Venezuela: autoridades devem parar ataques armados contra a população

Fome, castigo e medo, a fórmula de repressão das autoridades sob comando de Nicolás Maduro

Venezuela: Autoridades têm o dever de parar de criminalizar e matar jovens vivendo na pobreza

20 de março de 2019 Política internacional Defensores de direitos humanos Conflitos

Mais Notícias

12 de abril de 2019 | Pena de morte

Pena de morte em 2018: fatos e números

A maioria das execuções ocorreu, em ordem, na China, Irã, Arábia Saudita, Vietnã e Iraque.

11 de abril de 2019 | Defensores de direitos humanos Mulheres LGBTI

Um mês após prisão de suspeitos, investigação sobre assassinato de Marielle Franco deve continuar até a identificar todos envolvidos no crime

Movimento global abre nova petição após recolher quase 800 mil assinaturas em 46 países. O novo objetivo é pressionar para que investigação continue até identificar todos os envolvidos no assassinato,

10 de abril de 2019 | Pena de morte

Pena de morte: 2018 teve queda drástica de execuções no mundo

Execuções globais caíram 31%, atingindo o menor nível na última década.
Carregar mais notícias