O rompimento da barragem de Brumadinho (MG) completa um ano de violações de direitos humanos.

Imprimir
25 de janeiro de 2020
Indígenas diante do rio Paraopeba sem vida / Foto: Mídia Ninja

Um ano atrás, a cidade de Brumadinho (MG) foi marcada por um desastre que matou 259 pessoas e 11 seguem desaparecidas. O rejeito tóxico cobriu casas, acabou com rios e seus ecossistemas, matou pessoas e animais e tirou o sustento de indígenas e populações no entorno.

A cidade ainda sofre com as consequências causadas pela Vale, maior produtora mundial de minério de ferro. Atos no mundo inteiro estão acontecendo em memória das pessoas afetadas. Um crime que poderia ter sido evitado!

Mas o desastre de Brumadinho não foi uma tragédia única. Em novembro de 2015, uma onda de lama de milhões de toneladas de resíduos tóxicos varreu o rio Doce, também em Minas Gerais. Um total de 19 pessoas morreram no desastre. A barragem também era de propriedade da Vale, bem como da Samarco, uma subsidiária da gigante mineira anglo-australiana BHP.

A Anistia Internacional exige uma regulamentação mais rigorosa das empresas de mineração, penalidades mais duras para os responsáveis e um compromisso de respeitar os direitos humanos. A negligência não pode ser a resposta!

“Um ano após a trágica perda de vidas ao redor da barragem em Brumadinho, não esqueceremos quem sofreu. No Brasil e em todo o mundo, esses atos lembrarão aos governos que mais precisa ser feito para proteger as comunidades afetadas pelas atividades de mineração”, diz Jurema Werneck – diretora executiva da Anistia Internacional Brasil.

Não esquecemos Mariana!
Não esqueceremos de Brumadinho!

EXIGIMOS JUSTIÇA!

25 de janeiro de 2020

Mais Notícias

16 de março de 2020 | Desenvolvimento

Anistia Internacional Brasil adota medidas de prevenção à Covid-19

Equipe atuará no país em esquema de trabalho remoto, para evitar que funcionários e funcionárias transitem pelo Rio de Janeiro, expondo-se a riscos

9 de março de 2020

Marielle, mulher como inúmeras brasileiras!

Dona de um carisma único, a filha, irmã, mãe, ativista e vereadora viveu em sua vida pública com a mesma coerência da cidadã, moradora e cria da Maré.

27 de fevereiro de 2020 | Direitos sexuais e reprodutivos Política internacional Defensores de direitos humanos Liberdade de expressão Mulheres LGBTI Conflitos Discriminação Terra Indígenas e populações tradicionais Remoções forçadas Violência policial Migrantes

Da retórica à prática: 2019 foi um ano marcado por retrocessos para os direitos humanos no Brasil, mostra relatório

Documento traz também análise sobre a situação na região das Américas e aponta preocupações com direito ao protesto e direitos de migrantes, refugiados e candidatos a asilo
Carregar mais notícias