Em 2024, defender os direitos humanos se tornou ainda mais difícil em todo o mundo.
O genocídio de palestinos em Gaza, o aumento dos conflitos armados em diversas regiões, as consequências das mudanças climáticas exacerbadas por profundas desigualdades e o fechamento do espaço cívico em vários países são apenas alguns dos desafios que enfrentamos e que continuam a impactar nossa realidade.
Em 2024, a Anistia exerceu constante pressão da Anistia Internacional Brasil sobre as autoridades a respeito do controle da atividade policial. Na Bahia, o acompanhamento de casos emblemáticos levou, por exemplo, à transferência do processo sobre o desaparecimento do adolescente Davi Fiuza da justiça militar para a justiça comum, após denúncia a organismos internacionais.
No júri que condenou os policiais pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, apoiamos na mobilização e no engajamento das pessoas por justiça. A Anistia Brasil também exerceu constante pressão sobre as autoridades para que garantissem a segurança de familiares e de todos que acompanharam o julgamento.
O ano de 2024 foi marcado também pela atuação da Rede Vozes Negras Pelo Clima nos maiores eventos globais sobre economia e clima: 29ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP29, em Baku, Azerbaijão; na Conferência de Bonn, na Alemanha (encontro preparatório para a COP) e no G20 Social, na cidade do Rio de Janeiro.
Levamos a história de Ana Maria e Pedro Henrique Cruz para o mundo com a campanha Escreva Por Direitos e mais de 500 mil pessoas se mobilizaram por Justiça. A luta dePedro virou o episódio “Fincar o Pé”, do podcast da Rádio Novelo Apresenta, chegando a conquistar um importante reconhecimento público no Brasil: o Prêmio Vladimir Herzog de Jornalismo e Direitos Humanos, um dos mais importantes do país.
Nosso ativismo marcou presença também no Acampamento Terra Livre (ATL), maior mobilização indígena do país, que tradicionalmente acontece durante os meses de abril, em Brasília. Na edição 2024, tivemos a honra de ter uma de nossas ativistas compondo uma das mesas de debates a respeito dos impactos do agronegócio sobre os direitos indígenas.
Foram inúmeros os eventos que marcaram o ano. A Anistia seguirá lutando por justiça e solidariedade. Embora o caminho seja difícil, essa é a nossa missão.



