A participação da Anistia Internacional Brasil na COP30 destacou a centralidade dos direitos humanos no enfrentamento à crise climática, reforçando que nenhuma agenda ambiental é completa sem considerar as populações mais afetadas. Com ações estratégicas, como o lançamento do relatório Extinção por Extração, mobilizações públicas em Belém e diálogos,  a organização levou às negociações um alerta claro: a continuidade da exploração de combustíveis fósseis aprofunda desigualdades e ameaça vidas em todo o mundo. Esses esforços reafirmam o papel da Anistia em exigir que governos e empresas assumam compromissos reais e urgentes para uma transição energética justa.

Este documento apresenta a análise da Anistia Internacional Brasil sobre os resultados formais da COP30, contextualizando-os a partir da perspectiva dos direitos humanos. Na avaliação da organização, a conferência terminou muito aquém do que exige uma emergência climática entendida como uma crise global de direitos humanos, ainda que alguns avanços pontuais tenham sido conquistados pela força da sociedade civil e de povos e comunidades afetadas. Os acordos finais não colocaram a vida e os direitos das pessoas no centro, deixando especialmente as populações mais vulnerabilizadas expostas a riscos ainda maiores diante do agravamento da crise climática.

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