Em resposta à repressão do Estado aos protestos sociais em várias áreas de Cuba ontem, Erika Guevara-Rosas, diretora da Anistia Internacional para as Américas, disse:

“Em um dia histórico para Cuba, milhares de pessoas saíram às ruas para se manifestar pacificamente em várias partes do país, exercendo seus direitos à liberdade de expressão e de reunião pacífica. É inaceitável que o governo cubano tenha negado esses direitos por décadas e continue a negá-los até hoje.”

“Durante as manifestações espontâneas de ontem, que se espalharam por diferentes áreas do país, a Anistia Internacional recebeu com alarmes relatórios de apagões da Internet, detenções arbitrárias, uso excessivo da força – incluindo disparos policiais contra manifestantes – e relatos de que existe uma longa lista de pessoas desaparecidas.”

“Em um dia histórico para Cuba, milhares de pessoas saíram às ruas para se manifestar pacificamente em várias partes do país, exercendo seus direitos à liberdade de expressão e de reunião pacífica. É inaceitável que o governo cubano tenha negado esses direitos por décadas e continue a negá-los até hoje.”

“Em vez de reprimir a população, as autoridades cubanas têm a obrigação de proteger seu direito de manifestar-se pacificamente. A retórica inflamada do presidente Miguel Díaz-Canel de ‘guerra’ e confronto cria uma atmosfera de violência contra aqueles que exigem responsabilidade e o livre gozo de seus direitos humanos.”

“O governo Díaz-Canel deve atender às demandas sociais de seus cidadãos, diante da crise econômica, da escassez de alimentos e medicamentos, do colapso do sistema de saúde – que não está respondendo à atual crise do COVID-19 – e do acúmulo de demandas históricas de respeito aos direitos à liberdade de expressão e reunião pacífica. ” concluiu Guevara-Rosas.

Para obter mais informações ou para marcar uma entrevista, entre em contato com Duncan Tucker: +52 55 4848 8266, [email protected]

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