Turquia: decisão da Corte de manter presidente do conselho da Anistia Internacional na prisão é inaceitável

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22 de novembro de 2017 Defensores de direitos humanos

Respondendo à decisão de hoje do Tribunal de Istambul de manter a prisão preventiva de Taner Kılıç, presidente do conselho da Anistia Internacional Turquia, John Dalhuisen, diretor da Anistia Internacional para região da Europa e Ásia Central afirmou:

“Hoje, na Corte, advogados de defesa e uma testemunha especialista independente demoliram os argumentos da acusação. Todas as provas mostram que Taner é inocente, mas essa noite ele foi enviado de volta para a cela superlotada onde já passou mais de cinco meses”.

“A decisão do tribunal de ignorar esta prova e manter sua prisão passa longe do razoável. Mais uma oportunidade perdida para corrigir uma grave injustiça. Continuaremos a lutar por sua libertação e pela queda de todas as acusações contra ele e o Istambul 10”, completa.

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Jurema Werneck, Diretora Executiva da Anistia Internacional Brasil também ressalta: 

 

“A manutenção da prisão do presidente do conselho da Anistia Internacional, Taner Kiliç é inaceitável. Esta decisão da justiça da Turquia passa por cima das provas e argumentos apresentados ao tribunal em uma posição que amplia uma grave violação de direitos humanos já cometida.”, afirma Jurema Werneck.

“Quando defensores de direitos humanos são silenciados, os direitos de todas as pessoas estão diretamente em risco. Devemos defendê-los e exigir sua liberdade. Mais de 700.000 pessoas em todo mundo já assinaram petições pedindo a libertação imediata de Taner Kiliç e retirada das acusações contra o grupo de defensores de direitos humanos denominado os “dez de Istambul”. Não podemos aceitar as acusações impostas, como o terrorismo.” concluiu Jurema.

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A próxima audiência foi fixada para 31 de janeiro de 2018.

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Atue agora

Assine e exija a liberdade de Taner Kılıç e do Istambul 10

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Histórico

Os dez de Istambul participavam de uma oficina sobre bem-estar e segurança digital em 5 de julho, quando a polícia invadiu o prédio e prendeu todos. Em 4 de outubro, um promotor de Istambul apresentou acusação contra o grupo, chamado de os dez de Istambul, e Taner Kılıç, acusado de ter conhecimento dos preparativos para a reunião em Büyükada e de estar em contato com İdil e outro acusado. Durante seu julgamento, em 26 de outubro, o juiz aceitou o pedido do promotor de juntar o caso de Taner ao dos dez defensores dos direitos humanos.

Os dez defensores dos direitos humanos são İdil Eser (Anistia Internacional), Günal Kurşun (Human Rights Agenda Association), Özlem Dalkıran (Citizens’ Assembly), Veli Acu (Human Rights Agenda Association), Ali Gharavi (consultor de estratégias de TI), Peter Steudtner (orientador de não-violência e bem-estar), İlknur Üstün (Women’s Coalition), Nalan Erkem,(Citizens Assembly), Şeyhmus Özbekli (Rights Initiative) e Nejat Taştan (Association for Monitoring Equal Rights).

Mais de 700.000 pessoas já assinaram as petições da Anistia Internacional exigindo a libertação de Taner e a retirada das acusações contra os dez de Istambul.

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