O assassinato de Marielle Franco, 38 anos, vereadora da cidade do Rio de Janeiro, defensora de direitos humanos conhecida por denunciar abusos policiais e execuções extrajudiciais, é um caso gravíssimo que deve ser imediatamente investigado, disse hoje a Anistia Internacional.

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Marielle foi morta à tiros no bairro Estácio do Rio de Janeiro na noite desta quarta-feira, 14 de março. Seu motorista também foi morto e uma assessora de imprensa ficou ferida no ataque.

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“O que aconteceu é um fato assustador e é mais um exemplo dos perigos que os defensores e defensoras dos direitos humanos enfrentam no Brasil. Como membro da Comissão Estadual de Direitos Humanos do Rio de Janeiro, Marielle trabalhou incansavelmente para defender os direitos das mulheres negras e jovens nas favelas e em outras comunidades marginalizadas “, disse Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional Brasil.

“As autoridades brasileiras devem assegurar uma investigação rápida, minuciosa e imparcial sobre este trágico assassinato. O Estado deve proteger as testemunhas e os sobreviventes, identificar o motivo do assassinato de Marielle e levar os culpados à justiça. As autoridades não podem deixar que defensores e defensoras dos direitos humanos sejam mortos e seus assassinos fiquem impunes”.

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Em 2016, Marielle foi eleita vereadora da cidade do Rio de Janeiro. Duas semanas atrás, foi nomeada relatora de uma comissão especial da cidade para monitorar a atual intervenção federal no Rio de Janeiro e a militarização da segurança pública.