É com imenso pesar que a Anistia Internacional Brasil recebe a notícia dos assassinatos de Bruno Pereira e Dom Phillips. Nos unimos às famílias de Bruno Pereira e Dom Phillips, suas companheiras Beatriz e Alessandra, aos integrantes do Observatório dos Povos Indígenas (OPI) e da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (UNIVAJA) em solidariedade pela morte do indigenista brasileiro e do jornalista britânico.

Os assassinatos Bruno Pereira e de Dom Phillips são inaceitáveis, mas não são casos isolados no Brasil. Seguiremos acompanhando as investigações e exigindo a elucidação das circunstâncias que envolveram o desaparecimento e os assassinatos dos defensores de direitos humanos e da Amazônia, bem como a responsabilização de todas as pessoas envolvidas neste crime. A Amazônia tem que ser segura para todos e todas. Nós da Anistia Internacional Brasil exigimos proteção e liberdade no exercício de defesa dos direitos dos povos indígenas e no direito à liberdade de imprensa em todo o Brasil.

Jurema Werneck, diretora-executiva da Anistia Internacional Brasil comenta sobre os assassinatos de Bruno e Dom:

“O Brasil é um dos países que mais mata ambientalistas e defensores de direitos humanos em todo o mundo, e esta realidade é consequência de uma política que promove ataques a legislação ambiental, desmantela as instituições de promoção e proteção dos direitos dos povos indígenas e criminaliza as lutas e organizações populares”.

 

“A Anistia Internacional Brasil exige justiça para Bruno e Dom. Suas famílias devem ter acesso à verdade e à reparação. A sociedade brasileira precisa ver o fim da impunidade e do esvaziamento das políticas públicas que promovem e garantem direitos. O governo do presidente Jair Bolsonaro não pode fechar os olhos para os crimes que acontecem na Amazônia, nem ser conivente com eles. É urgente que se tomem todas as medidas cabíveis para que esse ciclo de violência na Amazônia acabe. Quem protege aqueles que protegem os direitos dos povos indígenas e da Amazônia? É o Estado brasileiro que tem esse dever”.

 

 

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