A escalada sem paralelo do conflito entre Israel e o Hamas e outros grupos armados teve um impacto devastador sobre as vidas de civis. A quantidade de vítimas  não tem precedentes. Inúmeras vidas foram destruídas e perdidas.

A cada dia que passa  a catástrofe humanitária em Gaza se aprofunda. Assine a nossa petição por um cessar-fogo imediato de todas as partes para acabar com o derramamento de sangue e garantir o acesso da ajuda humanitária em Gaza.

Qual é a questão?

As mortes de civis em Gaza continuam a aumentar em ritmo acelerado em meio aos bombardeios israelenses, em resposta aos horríveis ataques em Israel perpetrados pelo Hamas e outros grupos armados, os quais provocaram a  morte de 1.400 pessoas e o rapto de cerca de 200 civis. No fim de outubro, mais de 6.500 pessoas, a maioria civis, foram mortas em Gaza, inclusive por meio de ataques indiscriminados (que ferem o Direito Humanitário Internacional). Mais de um terço das vítimas em Gaza são crianças. Outras milhões de pessoas enfrentam deslocamentos, desapropriação e sofrimento.

Pelo menos 200 reféns israelenses, em poder do Hamas e outros grupos armados, seguem em perigo, e os contínuos disparos indiscriminados de foguetes contra Israel continuam colocando civis em risco.

O cerco de Israel a Gaza impede a entrada de bens, incluindo água, alimentos e combustível, deixando mais de 2 milhões de pessoas completamente desamparadas e sem recursos fundamentais para a sobrevivência. A catástrofe humanitária soma-se ao bloqueio ilegal de 16 anos de Israel à Faixa de Gaza e só deve piorar, caso os combates não cessem imediatamente. Graves violações do Direito Humanitário Internacional, que incluem crimes de guerra, por todas as partes, têm sido observadas desde o início das hostilidades.

CRIME DE GENOCÍDIO

Após mais de um ano, a Anistia Internacional apresentou em cinco de dezembro de 2024 um relatório comprovando a existência de cometimento de genocídio contra palestinos em Gaza.  

A Corte Internacional de Justiça, no caso proposto em 2023 pela África do Sul, também adotou no decurso do último ano diversas medidas cautelares, inclusive exigindo a imediata suspensão da ofensiva militar em 18 de maio de 2024. 

O Tribunal Penal Internacional, que possuía uma investigação desde 2021,  expediu mandados de prisão para os líderes do Hamas, o Primeiro-Ministro de Israel e seu Ministro da Defesa de Israel em 21 de novembro de 2024. O caso também foi aceito no último ano. 

CESSAR FOGO 

O primeiro cessar fogo teve início às 21 horas do dia 21 de novembro de 2024. Mas em 18 de março deste ano, durante a madrugada, uma série de novos ataques unilaterais por parte de Israel romperam o cessar fogo, tendo somente no primeiro gerando 414 mortes de palestinos, inclusive 174 crianças, e hospitalização 550 outros. Entre 18 e 22 de março o número de mortos já havia saltado para 634 mortos e 1172 feridos. No dia 30 este número já era de mais de mil pessoas, data que marca do início do Eid al-Fitr festival de encerramento do mês sagrado para os mulçumanos. Israel também impôs novo bloqueio completo a entrada de ajuda humanitária em Gaza. 

Apesar de proposta de cessar-fogo egípcia já ter sido aceita pelo Hamas, o Primeiro-Ministro de Israel segue descumprindo o acordo e pedindo a cada dia novas medidas para interrupção de ataques e a retomada do cessar-fogo. 

Perante esta devastação e sofrimento desenfreados, a humanidade deve prevalecer.

Um cessar-fogo poria fim aos ataques ilegais de todas as partes, interromperia a escalada nas mortes e permitiria às agências humanitárias levar ajuda vital, água e material médico para Gaza. A medida também permitiria que os hospitais recebam insumos de que necessitam desesperadamente.

Um cessar-fogo seria ainda uma oportunidade para negociar a libertação de reféns detidos em Gaza e para a realização de investigações internacionais independentes sobre os crimes de guerra cometidos por todas as partes, a fim de acabar com a impunidade e evitar novas atrocidades. Enfrentar as causas profundas deste conflito, por meio do desmantelamento do sistema de apartheid de Israel imposto aos palestinianos, é agora mais urgente do que nunca.

O que você pode fazer para ajudar?

Assine a nossa petição e inste os líderes mundiais a decidirem por um cessar-fogo imediato que ponha fim à catástrofe humanitária em curso em Gaza.

O colapso da infraestrutura e o bloqueio à entrada de insumos essenciais agravam ainda mais a fome e a destruição em Gaza. “Este é um genocídio ao vivo”, já denunciou Agnès Callamard, secretária-geral da Anistia Internacional.  

Essa calamidade humana não pode ser normalizada. O que vemos hoje em Gaza é a punição coletiva de um povo inteiro, diante de uma comunidade internacional paralisada. Com o seu apoio, a Anistia Internacional segue investigando, denunciando abusos e pressionando governos para exigir um cessar-fogo imediato e duradouro, a entrada irrestrita de ajuda humanitária, o fim do bloqueio ilegal e a responsabilização do governo de Israel.  

Só conseguimos manter essa atuação independente e essencial com a sua ajuda. Faça uma doação agora e nos ajude a seguir lutando pela vida do povo palestino em Gaza.