Rússia: Autoridades da Chechênia retomam repressão homofóbica

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16 de janeiro de 2019 Direitos sexuais e reprodutivos Política internacional LGBTI
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A Anistia Internacional recebeu e apurou informações de que as autoridades da Chechênia, uma república no sul da Rússia, desencadearam uma nova onda de ataques contra pessoas que se acredita serem gays ou lésbicas. Pelo menos duas pessoas foram torturadas até a morte desde dezembro de 2018. Em 2017, a Chechênia também foi palco de ataques semelhantes.

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A Rede LGBT da Rússia verificou relatos de que as autoridades chechenas detiveram cerca de 40 pessoas em um prédio do governo na cidade de Argun, onde foram submetidas a tortura e maus-tratos. Segundo fontes confidenciais, as autoridades destruíram os passaportes de algumas vítimas para impedi-las de deixar o país.

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“Muitas pessoas LGBTI na Rússia ainda estão traumatizadas com a perseguição de 2017 que viu dezenas de homens gays na Chechênia sequestrados e torturados e outros mortos. As notícias de que as autoridades retomaram a repressão são absolutamente assustadoras”, disse Marie Struthers, diretora da Anistia Internacional para a Europa Oriental e Ásia Central.

“Estamos horrorizados pelos relatos de que pelo menos duas pessoas morreram de ferimentos causados por tortura. Com vidas em risco, há uma necessidade urgente de uma resposta internacional para proteger gays e lésbicas na Chechênia.”

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Em 21 de dezembro de 2018, a Organização para a Segurança e Cooperação Europeia publicou um relatório sobre a repressão de 2017, em que documentou a recusa da Rússia em cooperar ou responder a chamadas para uma investigação. Até agora, nenhuma investigação oficial e genuína ocorreu e nem uma única pessoa foi responsabilizada pelas atrocidades cometidas.

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“O fato de que ainda não houve justiça para os ataques de 2017 mostra que gays e lésbicas na Chechênia não podem contar com as autoridades russas para protegê-los. A falta de investigação oficial encorajou as autoridades chechenas a lançarem uma nova onda de perseguição, sabendo que o governo russo apoiará suas negações e defesas”, disse Marie Struthers.

“Estamos pedindo que a comunidade internacional tome medidas imediatas para proteger os gays e lésbicas na Chechênia e aumente a pressão sobre as autoridades russas para que investiguem adequadamente esses crimes horrendos”.

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A Rede LGBT da Rússia recebeu pela primeira vez relatos sobre novos sequestros de pessoas gays e lésbicas na Chechênia e sua detenção secreta em Argun em 28 de dezembro de 2018, e agora pôde verificar as informações. A organização, que ajudou dezenas de gays e lésbicas a escapar da Chechênia nos últimos dois anos, estima que cerca de 40 pessoas estejam atualmente detidas.

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