“Por uma política de segurança que proteja e não mate”

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6 de fevereiro de 2018 Segurança pública
Estilização sobre foto de AF Rodrigues.

Nesta terça-feira, 6 de fevereiro, durante uma operação com mais de dez horas de duração, um menino de 13 anos, foi assassinado na Maré, Rio de Janeiro. Nas duas últimas semanas mais de 14 pessoas foram mortas, na Cidade de Deus, Maré e em outras favelas da cidade. O Governo do Estado em parceria com os poderes legislativo e judiciário precisam de forma imediata estabelecer uma política de segurança pública que interrompa as ações quase diárias que levam a mortes. Sobre isso, a diretora executiva da Anistia Internacional, Jurema Werneck disse:

“As operações quase diárias, que levam ao confronto direto, com intensa troca de tiros e que, no dia de hoje tiraram a vida de um adolescente de 13 anos, como foi o caso desta operação na Maré, são um desastre anunciado e deveriam ser interrompidas imediatamente. Não é aceitável que as forças de segurança não tenham como intuito principal a preservação da vida de todos, repito, todos os envolvidos, numa ação como essa.”

“Na Maré são mais de 140.000 pessoas, que como moradores de várias favelas, vivem todos os dias sem conseguir ir e voltar do trabalho, das escolas e até mesmo chegar a um hospital ou clínica da família. Os direitos mais básicos estão sendo violados. O que está sendo fechado não são apenas as vias de acesso, mas o exercício de ir e vir de milhares de moradores da cidade todos os dias”.

“Nós da Anistia Internacional, nos solidarizamos com as famílias que foram afetadas pela morte dos seus filhos, familiares e vizinhos. E com todas as pessoas que enfrentam diariamente essa situação de confronto armado que afeta o acesso à educação, saúde, deslocamento e a uma vida plena com seus direitos”, concluiu Jurema Werneck.

6 de fevereiro de 2018 Segurança pública

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