Resiliência é a palavra de ordem

Desejamos uma sociedade onde todas as pessoas possam usufruir seus direitos; mas também reivindicá-los, quando forem violados. Apresenta-se aí um grande desafio nos últimos tempos: Como mobilizar pessoas num contexto de tantos retrocessos e de retóricas hostis a direitos humanos? Outra dúvida soma-se a essa: Como promover o movimento de reivindicação de direitos e o engajamento cívico, diante de impactos tão severos da pandemia em nossas vidas? A presença nas ruas ainda não é totalmente segura, as consequências emocionais e materiais da crise sanitária são intensas e a energia de luta, por vezes, é reduzida. Não há uma forma precisa e única de responder e esses questionamentos também são matéria de reflexão na própria comunidade ativista da Anistia Brasil. Mas a busca de caminhos também faz parte da resposta.

No ano de 2020, nossos grupos voluntários de ativismo reinventaram suas formas de atuação para se adaptarem às restrições impostas pela pandemia. As atividades online como lives, produção de podcasts e cine-debates foram algumas das iniciativas promovidas pelos voluntários e voluntárias. A multiplicação das mensagens e das ações de nossas campanhas de pressão pelos meios digitais também foi uma contribuição fundamental de nosso ativismo.

Em setembro buscamos, por meio de um encontro nacional de ativismo realizado virtualmente, o fortalecimento de nosso espírito de mobilização e a inspiração pelas trocas e diálogos. Tivemos a oportunidade de conversar com ativistas e integrantes de outros coletivos ou movimentos sociais e conhecer estratégias inovadoras de ação por direitos. O jornalista Bruno Sousa, da organização LabJaca, compartilhou suas experiências de comunicação e produção de dados para dialogar com comunidades periféricas. Julianna Gonçalves, do coletivo Minas da Baixada, dividiu suas estratégias de uso de redes sociais para fortalecimento e mobilização feminista. Narrira Lemos falou sobre aspectos importantes da segurança digital para o ativismo.

Os caminhos percorridos em mais de um ano de pandemia têm nos mostrado que mesmo diante de desafios novos, o caminho a seguir é a construção coletiva. Apostamos na troca, na colaboração e na chama acesa da indignação para ousar mudar o mundo. O convite está sempre feito para quem quiser se juntar a nós!

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