Em 13 de setembro de 2022, a curda iraniana Mahsa (Zhina) Amini foi presa em Teerã pela chamada “polícia da moralidade”. Testemunhas relataram tê-la visto sendo violentamente espancada dentro de uma van da polícia. Em poucas horas, ela foi levada ao hospital em coma e, três dias depois, a jovem de 22 anos morreu.

A “polícia da moralidade” rotineiramente submete mulheres e meninas a detenções arbitrárias, tortura e outros maus-tratos por não cumprirem as leis iranianas abusivas, degradantes e discriminatórias de obrigatoriedade de uso do véu. A morte de Mahsa provocou manifestações generalizadas em todo o Irã. Os protestos foram recebidos com repressão letal.

As forças de segurança abusaram da força ilegal. Dispararam munição real e balas de chumbinho contra os manifestantes a queima roupa, fizeram uso indevido de gás lacrimogêneo e canhões de água e espancaram pessoas severamente com cassetetes. Depois da morte de Mahsa, já registramos outras mortes de dezenas de homens, mulheres e crianças. Centenas de pessoas sofreram ferimentos dolorosos e graves, tendo pelo menos dois ficado cegos de um ou ambos os olhos. A maioria dos agredidos não procura atendimento nos hospitais por medo de serem presos, o que aumenta o risco de infecção e outras complicações de saúde. As autoridades iranianas estão bloqueando a Internet para ocultar seus crimes.

Neste momento, existe uma crise de impunidade no Irã, o que encorajou as autoridades do país a matar centenas de manifestantes e torturar e maltratar milhares de outros nos últimos anos sem medo das consequências. Está na hora de os países membros do Conselho de Direitos Humanos da ONU ajudarem a combater a impunidade por crimes graves no Irã.

Assine a petição e exija que os governos criem já um mecanismo independente na ONU para investigar e garantir a responsabilização pelos crimes mais graves sob o direito internacional cometidos no Irã.

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