Um mês após prisão de suspeitos, investigação sobre assassinato de Marielle Franco deve continuar até a identificar todos envolvidos no crime

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11 de abril de 2019 Defensores de direitos humanos Mulheres LGBTI
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Movimento global abre nova petição após recolher quase 800 mil assinaturas em 46 países. O novo objetivo é pressionar para que investigação continue até identificar todos os envolvidos no assassinato, inclusive os mandantes.

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Cerca de treze meses após o assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, e um mês depois da prisão de dois suspeitos de terem executado a defensora de direitos humanos e seu motorista, há sinais positivos de avanços nas investigações, mas muitas perguntas continuam sem resposta e a Anistia Internacional segue acompanhando o caso e exigindo justiça.

“Uma nova petição foi aberta e nosso objetivo é mobilizar as pessoas para que as investigações sigam e tragam a principal pergunta ainda sem resposta. Nós da Anistia Internacional, as famílias de Marielle e Anderson, e a sociedade civil nos cinco continentes queremos saber: Quem mandou matar Marielle Franco?”, questiona a diretora-executiva da Anistia Internacional Brasil, Jurema Werneck.

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No dia 12 de março de 2019, dois suspeitos de terem participado no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes foram presos, um sinal de que houve avanço, mas as investigações precisam continuar. Na mesma semana, quando o assassinato completava um ano, a Anistia Internacional foi recebida pelo governador do Estado do Rio de Janeiro Wilson Witzel e pelo Procurador Geral do Ministério Público Eduardo Gussem, e ambos se comprometeram com a continuidade das investigações.

“Vemos de forma positiva esse compromisso. Agora, nós continuamos acompanhando o caso e convocamos as pessoas a se juntarem a nós, assinando a nova petição e exigindo que as investigações sigam até que todos os envolvidos sejam identificados, especialmente os mandantes do crime. As investigações devem seguir até que se descubra quem mandou matar Marielle Franco e Anderson Gomes.” afirmou Jurema Werneck.

No dia 4 de abril, a imprensa divulgou informação de que a Polícia Federal teria encontrado provas de que policiais da Polícia Civil do Rio de Janeiro teriam intencionalmente atrapalhado as investigações dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes. Em novembro de 2018, o então Ministro da Segurança Pública Raul Jungmann anunciou com a Polícia Federal iria “investigar as investigações” do assassinado de Marielle Franco devido a denúncias que teriam recebido sobre possíveis interferências indevidas nas investigações da Polícia Civil.

“As investigações sobre o assassinato de Marielle Franco devem ser feitas de forma correta, seguindo o devido processo. As notícias de que há suspeita de fraude e interferência indevida são graves e devem ser investigadas. Uma suspeita como essa não pode ficar sem uma resposta contundente dos órgãos responsáveis. O Governador do Rio de Janeiro e o Procurador Geral do Ministério Público do Rio de Janeiro devem garantir que o caso seja corretamente investigado. O Ministério Público que, segundo a Constituição, deve exercer o controle externo da atividade policial, também têm um papel central na averiguação dessas denúncias de fraude nas investigações.”, conclui Jurema Werneck.

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