Tanzânia: 10 homens detidos em Zanzibar acusados de serem gays

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8 de novembro de 2018 LGBTI
Bandeira do Orgulho LGBTI | Amnesty International

Dez homens foram presos por suspeita de serem gays na ilha de Zanzibar, na Tanzânia, depois que a polícia recebeu uma denúncia sobre um casamento entre pessoas do mesmo sexo, revelou a Anistia Internacional.

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As prisões ocorreram depois que um proeminente político da Tanzânia pediu, na semana passada, que a população denunciasse nomes de pessoas homossexuais à polícia – comentários posteriormente desautorizados pelo governo.

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“Este é um golpe chocante após a garantia do governo da Tanzânia de que ninguém seria perseguido ou preso por conta de sua orientação sexual ou identidade de gênero”, disse Seif Magango, diretor adjunto da Anistia Internacional para a África Oriental, o Chifre africano e os Grandes Lagos.

“Este ataque aterrador ao povo da Tanzânia por simplesmente exercer seus direitos humanos mostra o perigo da retórica inflamatória e discriminatória nos mais altos níveis de governo.

“Agora tememos que esses homens possam ser submetidos a exames anais forçados – método escolhido pelo governo para ‘provar’ a atividade sexual entre homens. Isso não deve acontecer, esses homens devem ser libertados imediatamente”.

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Os 10 homens foram presos quando a polícia invadiu uma festa em Pongwe Beach, Zanzibar, na noite de sábado (3 de novembro). Seis outros que também estavam no evento fugiram.

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Os 10 estão sendo mantidos na delegacia de Chakwal, em Unguja, apesar de nenhuma acusação ter sido feita contra eles.

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A Anistia Internacional comprovou que os homens foram presos por supostamente conduzirem um casamento gay, com a polícia dizendo que encontraram os homens sentados aos pares “dois a dois”.

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“É incompreensível que o simples ato de sentar em um par possa ganhar proporções criminosas. Apesar de ter prendido esses homens há três dias, a polícia não tem motivos para apresentar acusações contra eles no tribunal”, disse Seif Magongo.

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Contexto

Em 29 de outubro, o governador local de Dar es Salaam, Paul Makonda, anunciou planos para formar uma força-tarefa do governo para caçar pessoas supostamente lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros ou intersexuais (LGBTI), com previsão de início do seu ‘trabalho’ no dia 5 de novembro.

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No domingo, 4 de novembro, o governo da Tanzânia, através de seu Ministério das Relações Exteriores, se distanciou das afirmações de Makonda, dizendo que estas não passavam de uma “opinião pessoal”.

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Entre em ação!
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8 de novembro de 2018 LGBTI

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