México: o julgamento de marinheiros acusados por desaparecimento forçado pode ser uma esperança de justiça para milhares de famílias

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14 de março de 2016 Liberdade de expressão Tortura
Manifestação na Cidade do México em memória ao 1 ano de desaparecimento dos 43 estudantes secundaristas

O processo contra cinco marinheiros mexicanos, acusados pelo desaparecimento forçado de um homem que foi encontrado morto semanas depois de ter sido detido em 2013, é um passo adiante, longamente esperado, que deve anunciar um novo enfoque oficial na hora de abordar a implacável onda de desaparecimentos no México, declarou a Anistia Internacional.

“Estas detenções trazem aos familiares de Armando del Bosque Villarreal e às famílias das dezenas de milhares de pessoas que continuam com paradeiro desconhecido em todo o México um raio de esperança, a esperança de que finalmente possam conhecer a verdade e obter justiça e reparação”, declarou Erika Guevara-Rosas, diretora para as Américas da Anistia Internacional.

“As autoridades mexicanas devem agir urgentemente a partir deste acontecimento positivo e garantir que sejam realizadas investigações adequadas sobre os mais de 27.000 casos de pessoas que desapareceram ou cujo rastro foi perdido nos últimos anos. Levar os responsáveis à justiça é a única maneira de deter esta monumental crise de direitos humanos.”

Armando del Bosque Villarreal, de 33 anos, foi vítima de desaparecimento forçado em agosto de 2013, após alguns marinheiros o deterem quando viajava em seu automóvel na localidade de Colômbia, estado de Nuevo León, no norte do México.

Os marinheiros levaram Armando para instalações provisórias da Marinha, fora da localidade. Quando seu pai foi perguntar por ele, o capitão no comando disse que estava sendo interrogado;  no entanto, uma hora depois negou que Armando del Bosque estivesse detido ali.

Em 3 de outubro de 2013, o cadáver de Armando, com ferimentos à bala, foi encontrado a uns dois quilômetros da base da Marinha.

A investigação sobre o desaparecimento forçado de Armando se viu turvada por demoras excessivas, apesar da férrea determinação de seu pai e de um defensor de direitos humanos.

“A aparente implicação de um capitão da Marinha no desaparecimento forçado de Armando é mais um exemplo da necessidade de encontrar e punir todos os responsáveis, seja qual for sua posição na cadeia de comando”, declarou Erika Guevara-Rosas.

Segundo cifras oficiais, desconhece-se o paradeiro de mais de 27.000 pessoas, em sua maioria desaparecidas desde que o presidente Enrique Peña Nieto assumiu em 2012.

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