Líbia: vídeo de leilão onde pessoas são vendidas como escravas mostra o imperdoável custo humano da negligência de líderes da União Europeia e União Africana

Imprimir
28 de novembro de 2017 Tortura Migrantes
libia

As cenas chocantes divulgadas pela CNN de um leilão onde pessoas migrantes são vendidas como escravas na Líbia devem servir como um ultimato para líderes europeus e africanos que negligenciam migrantes e pessoas refugiadas que tentam deixar a Líbia e estão sendo expostas a terríveis abusos de direitos humanos, declarou a Anistia Internacional nesta segunda-feira (27), antes de um encontro-chave entre a União Européia (UE) e a União Africana (UA) nesta semana.

Assine e pressione pelo fim do comércio de pessoas na Líbia!

A 5ª Cúpula União Africana-União Europeia acontecerá entre 29 e 30 de novembro em Abidjan, na Costa do Marfim.

“As imagens de seres humanos sendo leiloados por outros seres humanos evidencia a situação terrível das pessoas encurraladas na Líbia. Mas isso não é surpresa nenhuma para os líderes reunidos em Abidjan”, declarou John Dalhuisen, diretor regional da Anistia Internacional para Europa.

“Durante anos, documentamos como migrantes e pessoas refugiadas presas na Líbia estão expostas a detenções arbitrárias, tortura, assassinatos, estupro, extorsão e exploração”.

“A política de migração da União Europeia priorizou cada vez mais a prevenção da chegada de migrantes e pessoas refugiadas à Europa, com pleno conhecimento de que fazendo isso facilitaria o abuso de milhares de mulheres, homens e crianças que são encurralados no caminho”.

“Ao financiar, equipar e instruir as autoridades líbias responsáveis ​​por graves violações de direitos humanos contra migrantes e pessoas refugiadas, países da União Europeia – a Itália em particular – tornaram-se cúmplices de seus abusos”.

“Líderes europeus e africanos devem  responsabilizar uns aos outros ​​na próxima Cúpula e rejeitar qualquer parceria que viole os direitos humanos. Os líderes da União Africana precisam exigir que a União Europeia e seus Estados membros abram vias mais seguras e legais para migrantes e pessoas refugiadas “, concluiu John Dalhuisen.

Para mais informações, baixe o documento “Ahead of the EU-AU summit Amnesty International issued a briefing to governments meeting in Abidjan (Antes da cúpula UE-UA, a Anistia Internacional emitiu um relatório para a reunião dos governos em Abidjan), disponível em inglês.

Outras questões e recomendações feitas pela Anistia Internacional incluem:

• Defensoras e defensores de direitos humanos e espaço para sociedade civil

• Medidas de segurança e antiterrorismo

• Conflito armado e resposta

28 de novembro de 2017 Tortura Migrantes

Mais Notícias

12 de julho de 2018 | Defensores de direitos humanos

“Credibilidade do sistema de Justiça Criminal está em xeque”, afirma Anistia Internacional sobre o caso Marielle Franco

Diante da falta de solução do caso, é urgente o estabelecimento de um mecanismo externo e independente para monitorar a investigação.

10 de julho de 2018 | Política internacional Defensores de direitos humanos Liberdade de expressão Mulheres

China: Liu Xia está livre e à caminho da Alemanha!

Liu Xia é uma artista e defensora de direitos humanos que estava presa pelas autoridade chinesas.

9 de julho de 2018 | Direitos sexuais e reprodutivos Política internacional Mulheres

Anistia Internacional adota novas posições sobre políticas de aborto e de drogas

Representantes de todo o mundo reuniram-se em Varsóvia, na Polônia, e aprovaram as posições da organização sobre o aborto legal e seguro e política de drogas.
Carregar mais notícias