EUA: depois de 16 anos, feche o centro de detenção de Guantánamo de uma vez por todas

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11 de janeiro de 2018 Tortura Sistema prisional
Ativistas da Anistia Internacional protestam pelo fechamento de Guantánamo em Washington DC, EUA, 11 de janeiro de 2012. (Foto: Scott Langley)

No décimo sexto aniversário de abertura do infame centro de detenção na base naval dos EUA na Baía de Guantánamo, a Anistia Internacional novamente pede o julgamento justo ou a libertação imediata dos detidos lá e o encerramento da instalação.

“Ao longo dos anos, Guantánamo se tornou símbolo de tortura, rendição e detenções indefinidas sem acusação nem julgamento – em completa violação dos padrões de justiça e direitos humanos internacionalmente acordados. Seu fechamento é essencial e há muito atrasado”, declarou Erika Guevara Rosas, diretora da Anistia Internacional para região das Américas.

Quarenta e um indivíduos permanecem detidos em Guantánamo, todos estão sob custódia dos EUA há mais de uma década – a maioria sem acusação e sem julgamento, enquanto alguns enfrentam julgamentos injustos por comissões militares, outros correm o risco de serem sentenciados a pena de morte.
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Para marcar seu 16º aniversário, a Anistia Internacional está destacando o caso de Toffiq al-Bihani, que foi mantido em Guantánamo sem acusação ou julgamento desde o início de 2003. As autoridades dos EUA deixaram claro que não têm intenção de acusá-lo de qualquer crime. Ele sofreu tortura ou outros maus tratos e anos de detenção indefinida.

“É inconcebível que Toffiq al-Bihani permaneça na prisão da Baía de Guantánamo. Seu caso ilustra como o centro de detenção continua sendo um lugar onde violações de direitos humanos são comuns”, disse Erika Guevara Rosas.

“Toffiq al-Bihani deve ser transferido para um país que respeite seus direitos, e todas as outras detenções em Guantánamo resolvidas em pleno cumprimento da legislação internacional de direitos humanos. O centro de detenção na base naval dos EUA na Baía de Guantánamo deve ser encerrado de uma vez por todas “, completa Erika.
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Mohamedou Ould Slahi.
Mohamedou Ould Salahi, um ex-prisioneiro em Guantánamo, disse: “Eu sei, por experiência própria, que o tratamento dos prisioneiros em Guantánamo é cruel e degradante. É assustador que homens como Toffiq al-Bihani continuem a ser mantidos lá. Apoio o pedido da Anistia Internacional de que ele seja transferido para fora da prisão”.

Membros da Anistia Internacional em todo o mundo estão pedindo que o Departamento de Defesa dos EUA liberte Toffiq al-Bihani de Guantánamo, solucione todas as outras detenções ali em conformidade com a legislação internacional de direitos humanos e feche o centro de detenção.
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Tuíte agora!
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Há exatos 16 anos inauguraram Guantánamo. Toffiq al-Bihani está detido há 15 anos. @DeptofDefense: liberte-o imediatamente! #NoGuantánamo #CloseGitmo

O @DeptofDefense dos EUA deve libertar Toffiq al-Bihani. Detido há 15 anos sem acusações nem julgamento. Em 2010 ele foi declarado apto para ser libertado. #NoGuantánamo #CloseGitmo

No 16º aniversário da abertura de Guantánamo, tuíte pela libertação de Toffiq al-Bihani. Em 2010 sua transferência para fora de Guantánamo foi autorizada. O @DeptofDefense deve libertá-lo e fechar a detenção. #NoGuantánamo #CloseGitmo

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Guantánamo revela o uso de dois pesos e duas medidas em direitos humanos

 

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