É urgente que policiais envolvidos no desaparecimento forçado de Davi Fiuza sejam denunciados pelo Ministério Público, afirma Anistia Internacional

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2 de agosto de 2018 Segurança pública Violência policial

Neste dia 02 de agosto, veio a público a informação de que a Polícia Civil do Estado da Bahia teria encaminhado o inquérito concluído sobre a investigação do desaparecimento de Davi Fiuza para o Ministério Público Estadual. A conclusão do inquérito, no entanto, segue em sigilo. Davi Fiuza, adolescente de 16 anos, foi desaparecido forçadamente após ser abordado pela Polícia Militar na cidade de Salvador, Bahia, no dia 24 de outubro de 2014.

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“Policiais militares são os responsáveis pelo desaparecimento de Davi Fiuza. É muito grave que a Polícia Civil tenha sido tão lenta na condução da investigação e que a conclusão do inquérito permaneça em sigilo. Não apenas a família de Davi, mas a sociedade como um todo tem o direito de saber o conteúdo deste inquérito. Diante de tanta morosidade, é urgente que o Ministério Público denuncie os policiais responsáveis pelo desaparecimento de Davi”, afirma Renata Neder, coordenadora de pesquisa da Anistia Internacional Brasil.

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A Anistia Internacional acompanha o desaparecimento de Davi Fiuza desde outubro de 2014, quando lançou uma Ação Urgente de mobilização internacional pedindo a investigação imediata do caso e também denunciou o caso para o Grupo de Trabalho da ONU sobre Desaparecimentos Forçados ou Involuntários. Ao longo destes quase quatro anos, a organização também denunciou a morosidade do sistema de justiça na investigação do caso e o risco de interferência nas investigações para proteger os policiais envolvidos.

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“A cidade de Salvador tem um péssimo e preocupante histórico de impunidade nos casos de violência policial e execuções extrajudiciais. Policiais atuando em serviço e nos chamados ‘grupos de extermínio’ matam com a certeza da impunidade, já que contam muitas vezes com a conivência das instituições do sistema de justiça criminal que não investigam, não denunciam e não condenam os policiais responsáveis pelos crimes”, conclui Neder.

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