Banana-Terra no Nordeste: Muito calor e energia

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27 de setembro de 2018 Defensores de direitos humanos Terra
São Luís – MA ©Julia Mente / Greenpeace

No início de setembro, a Anistia Internacional Brasil e o Greenpeace Brasil foram até São Luís do Maranhão participar da segunda oficina do #ProjetoBananaTerra, que contou com 33 jovens de nove estados do Nordeste garantindo muita diversidade e trocas de experiências.

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O Banana-Terra é uma ferramenta para jovens ativistas que apoiam a luta de defensoras e defensores em todo o país, que querem multiplicar conhecimento e a mudança, fortalecendo a luta por um mundo mais justo para todos e todas.

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Foram três dias de muito aprendizado e trocas entre os e as participantes, facilitada pelas equipes da Anistia Internacional Brasil e Greenpeace. Filipe Meirelles, da Anistia Internacional Brasil, foi um dos facilitadores e pôde receber e passar seus conhecimentos sobre Direitos Humanos.

“É gratificante participar das oficinas do Banana-Terra. Durante a oficina de São Luís, eu tive 33 aprendizados para cada coisa que ensinei e é justamente a partir da troca de experiências que podemos construir iniciativas de impacto para lidar com uma realidade dura, marcada por retrocessos em direitos. Sinto-me inspirado e com energia para seguir em frente”, disse o ativista.

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Os dias foram distribuídos com os mais variados tipos de dinâmicas: escuta e fala com intenção, compartilhamentos de ideias e soluções, e claro, muita “mão na massa”, incentivando que as ideias criadas nos dias de oficina, saíssem dali e fossem direto para para as ruas. Para Rodrigo Brayan, voluntário do Greenpeace há mais de 4 anos, experiências como essa fortalecem a luta e contribuem para colocar em prática a defesa por um mundo melhor.

“O que trago do Banana-Terra é a vivência com as pessoas e de como, juntos com nossas diferentes realidades e conhecimentos e através do nosso ativismo, podemos apoiar a luta de defensores ambientais e de direitos humanos que atuam em ambientes de conflitos por terra e recursos naturais e como também podemos replicar isso e multiplicar nossa rede de ativistas”.

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Foto: Júlia Mente

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Júlia Mente, do Greenpeace, esteve atenta captando todos os momentos dos três dias de projeto, registrando as diferenças culturais, sorrisos e alegria entre os e as participantes.

“Participar dessa edição foi extremamente emocionante. Poder acompanhar a luta de uma juventude tão engajada foi maravilhoso! Aprendi muito com cada fala. Foi incrível poder acompanhar a formação de uma rede forte o suficiente para gerar mudanças duradouras na região Nordeste. São mulheres e homens com segurança do papel que têm na multiplicação de conhecimento”.

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A potência desses encontros também influencia, de maneira direta, a vida de cada jovem que participa. Jandira Queiroz, da Anistia Internacional, enfatiza que momentos como esses são determinantes e energizantes para quem quer seguir fazendo ativismo.

“Sempre que a gente realiza esse tipo de oficina, minhas esperanças em um mundo melhor se renovam. Tenho participado de iniciativas como essa há alguns anos e em São Luís tive uma grata surpresa: encontrei uma participante da primeira oficina que eu facilitei, sobre direitos sexuais e reprodutivos, em 2014. Perguntei se tinha sido útil para ela e ela me disse que mudou completamente a vida dela. Segundo ela, aqueles dias foram decisivos para o tipo de ativismo que ela faz hoje. Isso é muito potente!” conta a coordenadora.

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O Banana-Terra trará, em sua terceira edição, ainda mais ativistas com disposição para construir a um mundo mais igual para todos e todas! Acompanhe os próximos passos, datas, locais e períodos de inscrição no site do projeto: www.bananaterra.org.br

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Entre também para o Greenwire e participe do Grupo Banana-Terra. Lá é possível acompanhar o trabalho de multiplicadoras e multiplicadores do projeto e debater questões sobre meio ambiente e direitos humanos.

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