‘Aruanas’: série apresenta trabalho de defensoras dos direitos humanos

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3 de julho de 2019 Defensores de direitos humanos Mulheres
Elenco de 'Aruanas', série que aborda a temática das defensoras de direitos humanos/ Divulgação TV Globo

A Anistia Internacional é uma das organizações parceiras do Instituto Alana, da Maria Farinha Filmes e da TV Globo na série “Aruanas”, que tem estreia de seu primeiro episódio na TV aberta, hoje, 3 de julho, e depois estará disponível na plataforma GloboPlay para assinantes. Os apoiadores da Anistia Internacional poderão assistir à atração online gratuitamente. A série retrata o ativismo socioambiental no Brasil, através da história de quatro mulheres. Na trama, Luiza, Natalie, Verônica e Clara, vividas por Leandra Leal, Debora Falabella, Taís Araújo e Thainá Duarte, respectivamente, trabalham em uma organização não-governamental e dedicam suas vidas a defender a Amazônia, a biodiversidade e as populações indígenas.

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Para a diretora executiva da Anistia Internacional, Jurema Werneck, a série reúne elementos importantes para a compreensão de quem são as defensoras de direitos humanos no Brasil e suas lutas.  “Em nossa visão, é importante que todo tipo de atuação em defesa dos direitos humanos seja compreendida, respeitada e protegida. O Brasil é um dos países com o maior número de assassinatos de defensores e defensoras, especialmente com relação aos conflitos no campo, por terras indígenas e territórios quilombolas. Com este trabalho, as vidas de pessoas que se dedicam a atuar pelo bem comum poderá ganhar um maior reconhecimento e, com essa visibilidade, esperamos que melhores políticas de proteção sejam implementadas e mantidas, como o programa de proteção às pessoas ameaçadas”.

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Em maio de 2019, a Anistia Internacional divulgou relatório que chamava atenção para os riscos de conflitos iminentes em terras indígenas na Amazônia, devido ao aumento do número de loteamento de terras e extração ilegal de madeira por invasores armados. Os líderes indígenas informaram à organização que haviam recebido ameaças de morte por defender suas terras tradicionais. Eles também alertaram para o possível crescimento das invasões na época da seca (sem chuvas – maio/junho até outubro/novembro), quando o acesso físico mais fácil às florestas viabiliza a queima e o desmatamento.

“Defender os direitos humanos é uma atividade de extremo risco no Brasil. Isso precisa mudar imediatamente e esta mudança passa pela realização de um amplo debate na sociedade sobre a importância das pessoas que buscam fazer a diferença e atuam por uma causa em que acreditam. ‘Aruanas’ vem contribuir com a desmistificação sobre os defensores e as defensoras de direitos no país”.

Jurema lembra ainda de Marielle Franco, vereadora no Rio de Janeiro assassinada junto a seu motorista quando retornava para casa de uma atividade no Centro da cidade. Assim como as protagonistas de “Aruanas”, Marielle foi uma mulher que dedicou a vida à defesa dos direitos humanos.

“Não podemos esquecer que já se passaram 15 meses desde o cruel assassinato de Marielle Franco, e ainda seguimos perguntando: quem mandou matar Marielle, e por que?”, ressalta Werneck.

Assine a petição e nos ajude a pressionar as autoridades, cobrando resposta: “Quem mandou matar Marielle Franco? E por que?

3 de julho de 2019 Defensores de direitos humanos Mulheres

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