500 Desejos para Marielle: Anistia Internacional segue cobrando respostas sobre o crime que completa 500 dias

Imprimir
26 de julho de 2019 Defensores de direitos humanos Mulheres LGBTI
marielle franco

Neste sábado (27.07), quando se completam 500 dias desde o assassinato de Marielle Franco e data de seu aniversário de 40 anos, a Anistia Internacional vem a público exigir justiça para a defensora de direitos humanos, e que as perguntas que seguem sem esclarecimento sobre o caso de seu assassinato sejam respondidas, inclusive quem matou e quem mandou matar Marielle. Durante festival que acontece no Rio de Janeiro, a organização realizará a ação “500 desejos para Marielle”, em que pretende reunir, em vídeo, 500 mensagens dos participantes, conteúdo que será usado para seguir exigindo ao governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, e ao Procurador Geral do Ministério Público do Rio de Janeiro Eduardo Gussem a continuidade de investigações imparciais, independentes e exaustivas para se chegar à verdade sobre quem matou e quem mandou matar Marielle Franco.

Torne-se um defensor da liberdade: apoie a Anistia Internacional

Atue agora: assine a petição perguntando que matou e quem mandou matar Marielle Franco!

Para a diretora-executiva da Anistia Internacional, Jurema Werneck, que estará presente durante a ação, esta data é um marco:

“Esta data é muito importante, pois evidencia duas coisas. A primeira é o quão jovem Marielle era quando foi brutalmente assassinada. A segunda é a insistência das autoridades em seguir sem nos dar respostas aos questionamentos que cercam sua morte. Já são 500 dias! No dia de hoje, nos somamos a essa ação para seguir exigindo uma investigação imparcial, independente e precisa para que saibamos quem matou e quem mandou matar Marielle, além, é claro, do porquê. Já se passaram 4 meses desde que os apontados como suspeito de serem os executores estão presos e nós, a família de Marielle, e toda a sociedade civil seguiremos cobrando as respostas que são devidas”, afirma Jurema Werneck.

Durante o mesmo festival em que a Anistia Internacional realizará sua ação, haverá, às 20h30, uma cerimônia de emplacamento de uma rua que passará a se chamar Marielle Franco. A cerimônia contará com a presença de Marinete da Silva, Antônio Francisco da Silva Neto, Luyara Franco, mãe, pai e filha de Marielle, respectivamente, e Mônica Benício, companheira da defensora de direitos humanos. A programação prevê ainda atividades culturais e atrações musicais, como Mulheres Rodadas e Samba Que Elas Querem, e atos para lembrar Marielle Franco.

No mesmo dia, às 14h, no Galpão Bela Maré, na Maré, haverá uma edição especial do “Papo Franco”, com mediação de Anielle Franco, irmã de Marielle.

26 de julho de 2019 Defensores de direitos humanos Mulheres LGBTI

Mais Notícias

23 de agosto de 2019 | Terra Indígenas e populações tradicionais

Falhas do governo estão alimentando queimadas na Amazônia, diz Anistia Internacional

Situação coloca em risco direitos das pessoas a ambiente saudável e à saúde, além de ameaçar os territórios de populações indígenas.

7 de agosto de 2019 | Defensores de direitos humanos Indígenas e populações tradicionais

Anistia Internacional lança site que alerta sobre focos de tensão na Amazônia

Conteúdo divulgado é fruto de pesquisa realizada em abril de 2019. Foram entrevistados 23 indígenas, além de 13 pessoas com conhecimento sobre invasões de terras

29 de julho de 2019 | Memória, Verdade e Justiça

Nota sobre declaração do presidente Jair Bolsonaro sobre desaparecido pelo Regime Militar

O direito à memória, justiça, verdade e reparação das vitimas, sobreviventes e suas famílias deve ser defendido e promovido pelo Estado Brasileiro e seus representantes
Carregar mais notícias