#JuventudePoderAção Jovens que estão mudando o mundo e que você precisa conhecer! (pt. 3)

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Desde a violência armada e brutalidade policial, até à violência sexual e perseguição, jovens – em toda a sua diversidade – vivem duras realidades por todo o mundo. E, mesmo assim, numa nova onda de ativismo de direitos humanos, jovens pioneiros estão revelando-se à altura dos desafios, agindo e exigindo mudanças, enquanto prosseguem os estudos, terminam os cursos nas universidades e trabalham. Estes são alguns dos ativistas que lideram a luta pelos direitos humanos à volta do globo. Essas pessoas incríveis contam as suas histórias, marcando o Dia Internacional da Juventude, 12 de agosto. E, ao longo deste mês de agosto, você poderá conhecer muitos outros nomes de jovens que estão fazendo, ao lado da Anistia Internacional, a diferença pelo mundo!

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AMÉRICAS

“Não temos medo, sabemos que o que estamos fazendo é certo” – Matt Deitsch, 20, Flórida

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O movimento March For Our Lives foi criado porque algo precisava mudar. Os tiroteios em Parkland aconteceram no dia do aniversário de minha irmã, no Dia de São Valentim, que é quando comemoramos o Dia dos Namorados. Ela estava na escola. Quando eu soube do tiroteio, tentei entrar em contato, mas ela não atendia. Fui até sua escola, tentando entender o que tinha acontecido. Minha irmã sobreviveu, mas naquele momento, eu soube que a situação tinha de mudar.

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Tudo o que temos feito desde 14 de fevereiro tem se baseado no que acreditamos ser o certo. Até agora, tem funcionado. Organizamos viagens para fazer lobby junto a deputados estaduais, organizamos encontros estudantis com a CNN, nas quais vários jovens se reuniram para expressar suas opiniões e organizamos o movimento March For Our Lives, que garantiu que mais de 800 marchas acontecessem em vários países.

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Muitas pessoas querem dar a entender que somos especiais, mas somos apenas garotos normais querendo fazer algo a respeito desse problema. É louco ver a diferença tangível que estamos fazendo. Até agora, garantimos a aprovação de 25 novas leis em 15 estados. Uma coisa é ver a mudança de mentalidade, mas ver algo sendo feito para efetivamente salvar vidas é chegar a um nível diferente.

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Não temos medo, porque sabemos que o que estamos fazendo é certo. Continuamos porque muitas pessoas que morreram no tiroteio em Parkland se esforçaram conscientemente para salvar outra pessoa. Só estamos tentando perpetuar isso.

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Em quem me inspiro: outros estudantes que tomaram uma atitude, como Jaclyn. Há uma veterana maravilhosa chamada Caitlin que organizou um protesto em Ocala, Flórida, uma área onde há um monte de lojas de armas. Mais pessoas participaram do evento dela do que do promovido pelo governador.

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“Tenho voz e não tenho medo de usá-la!” – Zachir Enrique José, 18, Chile

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Diz-se constantemente aos jovens que não conhecem a própria realidade. Isso é muito frustrante. Eu me identifico como pessoa não binária. As pessoas não sabem quem somos. Na linguagem da vida cotidiana, nós não existimos. Determinam nosso gênero à força, mas não temos direito de opinar. Quando disse à minha família que sou uma pessoa não binária, eles não entenderam.

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Quero garantir que os jovens conheçam seus direitos sexuais e reprodutivos. Por meio de oficinas, festivais, livros e fanzines, estou educando jovens sobre seus direitos. Não são todas, mas muitas pessoas me agradecem depois de uma oficina. Essas questões não são muito discutidas no Chile e, quando falamos sobre elas, isso é feito de um modo que alegra essas pessoas.

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Como ativista pelos direitos humanos, continuo a levantar minha voz. Sou resiliente. Sim, passei por dificuldades, especialmente porque tantas pessoas tratam a sexualidade como brincadeira, mas há pessoas empáticas, então vamos continuar a empoderar umas às outras. Tenho voz e não tenho medo de usá-la.

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Em quem me inspiro: ativistas de minha rede.

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ÁFRICA

“Para ser uma ativista, é preciso se posicionar contra a injustiça social” – Shafee Verachia, 26, África do Sul

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As matrículas escolares continuam subindo e isso exclui da escola, sistematicamente, jovens com mentes brilhantes. É por isso que, como milhares de outros jovens sul-africanos, participei dos protestos do #FeesMustFall — o maior movimento estudantil da África do Sul desde o levante de Soweto em 1976, no qual estudantes negros se ergueram para protestar contra o apartheid. Em outubro de 2015, iniciamos a paralisação sistemática de nosso sistema universitário.

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Ao longo de dois anos (2015-2016), vivenciamos a brutalidade policial, a vitimização e a demonização. Minha amiga e sucessora como Presidente do Conselho Representativo dos Estudantes, Shaera Kalla, levou 13 tiros nas costas. Outra estudante, Kanya Cekeshe, foi condenada a oito anos de prisão. Granadas de mão foram atiradas contra nós e gás lacrimogênio foi lançado. Ainda carrego as cicatrizes psicológicas do que vivi.

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Embora nossa exigência tenha sido, por fim, cumprida, com uma resposta favorável e as taxas de matrícula não tenham aumentado, fiquei com um sentimento de agitação e raiva. A mudança não é um acontecimento, é um processo e esse processo não está acontecendo com rapidez suficiente. Os jovens precisam estar na linha de frente da conformação da mudança. Por um tempo muito longo, as questões relativas à juventude têm ficado na periferia enquanto as lideranças têm estado obcecadas com o poder e agarradas a ele. Quando a juventude perceber que temos poder e agência para desestabilizar o núcleo do sistema, poderemos ser uma força irrefreável a favor da justiça social.

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Em quem me inspiro: ativistas jovens que se rebelam contra um sistema que os ignora e exclui. São esses jovens que me dão esperança e deixam claro que a luta deve continuar. Enquanto houver jovens que vão dormir com fome, não podem arcar com os custos dos estudos ou são incapazes de obter acesso a seus direitos mais básicos, nossa luta deve continuar.

Twitter: @ShafMysta

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