#JuventudePoderAção Jovens que estão mudando o mundo e que você precisa conhecer! (pt. 2)

Anistia Internacional

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Desde a violência armada e brutalidade policial, até à violência sexual e perseguição, jovens – em toda a sua diversidade – vivem duras realidades por todo o mundo. E, mesmo assim, numa nova onda de ativismo de direitos humanos, jovens pioneiros estão revelando-se à altura dos desafios, agindo e exigindo mudanças, enquanto prosseguem os estudos, terminam os cursos nas universidades e trabalham. Estes são alguns dos ativistas que lideram a luta pelos direitos humanos à volta do globo. Essas pessoas incríveis contam as suas histórias, marcando o Dia Internacional da Juventude, 12 de agosto. E, ao longo deste mês de agosto, você poderá conhecer muitos outros nomes de jovens que estão fazendo, ao lado da Anistia Internacional, a diferença pelo mundo!

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AMÉRICAS

“No Peru, a violência sexual acontece com tanta frequência que as pessoas a consideram normal” – Yilda Paredes, 23, Peru

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Por trás de nossos sorrisos há medo. Medo de viver uma vida cheia de violência.

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No Peru, as meninas e as jovens estão desprotegidas. Não temos permissão para realizar um aborto, exceto em circunstâncias excepcionais. Recentemente, um homem queimou uma menina viva em um ônibus. Isso aconteceu perto de minha casa.

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Eu fui vítima de assédio. Meu ex-namorado costumava me perseguir. Atirava pedras contra minha casa, me seguia por todos os lugares e inventava boatos. Fui forçada a mudar o número de meu celular e o modo como vivia. Pensei até em largar a faculdade.

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Encontrei força em meus amigos e, também, em meu trabalho com a Anistia Internacional. Quando as pessoas descobriram minha situação, muitas garotas e mulheres começaram a me procurar para receberem orientação, dizendo que passaram por situações semelhantes. No Peru, a violência sexual acontece com tanta frequência que as pessoas a consideram normal.

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Agora estou estudando para me tornar advogada e sou uma ativista pelos direitos humanos, realizando campanhas sobre temas como os direitos das mulheres, direitos LGBTI e direitos de povos indígenas. Muitas pessoas entre nós querem ver mudanças em nossas comunidades. Merecemos ter nossas vozes ouvidas e respeitadas.

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Em quem me inspiro: mulheres como as defensoras dos direitos humanos Maxima Acuna, do Peru, e Marielle Franco, do Brasil, que foi assassinada no início deste ano. Ambas lutaram por nossos direitos.

Twitter: @ParedesYilda

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“Todo mundo merece a chance de conhecer seus direitos” – Karin Watson, 21, Chile

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Tornar-me uma ativista pelos direitos humanos foi um processo natural. Desde os 12 anos, me interesso por questões relativas à justiça social. De 1973 a 1990, o Chile viveu sob a ditadura de Pinochet e houve muitas violações dos direitos humanos. Aprender sobre a história de meu país me inspirou a me tornar uma ativista pelos direitos humanos. Agora, trabalho com questões ligadas a juventude, imigração e direitos sexuais e reprodutivos.

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No Chile, as meninas e as mulheres não têm permissão para realizar um aborto e muitas morreram por causa disso. No ano passado, o Congresso Nacional aprovou um parecer afirmando que o aborto seria permitido em algumas circunstâncias. Foi uma grande vitória, mas logo depois da aprovação da lei, um novo governo assumiu o poder e limitou seu impacto. A Anistia Internacional está educando jovens sobre esse tema com sua campanha Meu Corpo, Meus Direitos e isso está tendo um enorme impacto. É bonito ver como isso se desenvolveu.

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Atualmente, trabalho com educação para os direitos humanos, ensinando crianças sobre seus direitos. Isso enche meu coração e me dá motivação. Todo mundo merece essa chance. Como participante do Coletivo da Juventude da Anistia Internacional, trabalho com questões ligadas à juventude em âmbito global. É inspirador, já que conheci tantas pessoas e fiz tantos amigos novos, o que significa que nosso trabalho alcança outros lugares.

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Em quem me inspiro: meus amigos e amigas, que conheci através desse trabalho e ao longo desse caminho. Meus amigos e amigas que trabalham na campanha Meu Corpo, Meus Direitos e que são mais jovens do que eu, mas tão fortes e entusiasmados. Viajaram a áreas remotas do Chile para ensinar pessoas. É muito inspirador.

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ÁFRICA

“O ativismo pelos direitos humanos me salvou” – Sandra Mwarania, 28, Quênia

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Eu costumava acreditar que a defesa dos direitos humanos era apenas para pessoas com um histórico profissional consolidado. Não é.

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Na universidade, os estudantes não são ouvidos. Quando eu era estudante, defendi que os estudantes fossem uma voz ativa, poderosa, em questões que eram importantes para eles. Fazer campanhas pelos direitos da juventude foi divertido e inspirador. Como jovem, quis realizar campanhas por mudanças positivas.

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Cursamos a universidade a fim de construir caminhos profissionais de sucesso. Entretanto, os estudantes são confrontados com as duras realidades da falta de empregos, corrupção, discriminação e uma série de outras injustiças. Vivenciei isso pessoalmente quando saí da universidade. Em vez de ceder à desesperança, fiz trabalhos voluntários para iniciativas pela justiça social.

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Agora tenho 28 anos e estou há um ano em meu primeiro emprego fixo. Agora que tenho um emprego, sinto que preciso mantê-lo e sou grata porque minha função atual complementa meu trabalho voluntário. De certo modo, o ativismo pelos direitos humanos me salvou.

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Ver o impacto do meu trabalho faz com que eu me sinta bem e isso me encoraja a seguir em frente. Se pessoas tentam me rebaixar, sorrio e as ignoro. Conheço minha história e sei onde quero chegar.

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Em quem me inspiro: O diretor da Anistia Internacional para o Quênia, Irũngũ Houghton. Desde que ele se uniu à equipe, este ano, minha ética de trabalho deu uma guinada. Ele me orienta constantemente a me desafiar como defensora dos direitos humanos e jovem líder.

Twitter: @SMwarania

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ÁSIA

 “Quando expresso minhas opiniões, me sinto empoderado” – Manu Gaspar, 23, Filipinas

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Quando expresso minhas opiniões, me sinto empoderado. Fazer com que minha voz fosse ouvida foi algo com que lutei quando estava crescendo. Contei aos meus pais que era gay quando tinha 19 anos. Comparado com meus amigos que saíram do armário, tive sorte, pois ainda pude ficar em casa.

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Ainda assim, nem sempre é fácil. Meus pais não aprovam minha sexualidade e é difícil encontrarmos pontos em comum. Na maioria das vezes, quando vou para casa, não falo com ninguém.

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Encontrei esperança no ativismo pelos direitos humanos. Quando falo sobre as questões pelas quais sou apaixonado, me sinto valorizado, como se estivesse fazendo diferença.

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O ativismo jovem pelos direitos humanos tem um papel enorme em minha vida. Juntamente com meu cargo no Fundo de Populações das Nações Unidas (UNFPA), também faço parte do Coletivo da Juventude da Anistia Internacional. Tantos jovens enfrentam lutas similares e essa é uma oportunidade para compartilhar minha história com os outros e dizer a eles que as coisas vão melhorar — e uma vez que isso acontece, há a responsabilidade de assegurar que outras pessoas queer de todos os lugares usufruam de sua liberdade tanto quanto você. Leva muito tempo para você se conhecer, mas encontrar pessoas com quem você quer conversar ajuda; elas se tornam a família que você escolheu. Quando encontra esse grupo, você vê as coisas de uma perspectiva diferente e se sente muito mais valorizado.

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Eu me inspiro na: comunidade LGBTI. Muitas pessoas passam por muito mais dificuldade e eu não seria capaz de ser eu mesmo se não fosse por elas.

Twitter: @mnugaspar

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