#JuventudePoderAção Jovens que estão mudando o mundo e que você precisa conhecer! (pt. 1)

Anistia Internacional

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Desde a violência armada e brutalidade policial, até à violência sexual e perseguição, jovens – em toda a sua diversidade – vivem duras realidades por todo o mundo. E, mesmo assim, numa nova onda de ativismo de direitos humanos, jovens pioneiros estão revelando-se à altura dos desafios, agindo e exigindo mudanças, enquanto prosseguem os estudos, terminam os cursos nas universidades e trabalham. Estes são alguns dos ativistas que lideram a luta pelos direitos humanos à volta do globo. Essas pessoas incríveis contam as suas histórias, marcando o Dia Internacional da Juventude, 12 de agosto. E, ao longo deste mês de agosto, você poderá conhecer muitos outros nomes de jovens que estão fazendo, ao lado da Anistia Internacional, a diferença pelo mundo!

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AMÉRICAS

“A única forma de cura era a ação” – Jaclyn Corin, 17, EUA

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Nunca imaginei que isso aconteceria comigo. Parkland era classificada como a comunidade mais segura da Flórida, mas quando a tragédia ocorreu e o tiroteio aconteceu na escola, eu soube que a única forma de cura era a ação.

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Quando eu e meus amigos nos reunimos, não tínhamos um plano. Começamos a trabalhar literalmente no chão de uma sala. O fato de sermos jovens operava a nosso favor. Não éramos adultos tentando descobrir o que funcionaria com os jovens e não estávamos pedindo permissão. Outros garotos e garotas viram o que estávamos fazendo e perceberam que também podiam fazer aquilo.

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Sermos sobreviventes de um tiroteio na escola significava que as pessoas nos ouviam. Estávamos com raiva e falávamos alto. A reação ao que aconteceu conosco nos ajudou a construir nosso movimento mais depressa do que podíamos ter imaginado. É incrível ver o impacto que estamos causando, mas há também um sentimento de culpa, já que isso surgiu de algo tão terrível.

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Criamos o movimento March For Our Lives porque nossos amigos, que perderam suas vidas, gostariam que tomássemos uma atitude. Fazemos isso por eles.

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Em quem me inspiro: garotos e garotas que estão agindo para fazer diferença, a garota que concorre para o conselho escolar ou os outros que conduzem o movimento March For Our Lives. São as pessoas e o presente que me inspiram.

Twitter: @JaclynCorin

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“A violência em minha comunidade precisa acabar” – Raull Santiago, 29, Brasil

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A vida na favela tem dois lados. Em um dos lados, há um forte senso de comunidade. No outro, há a violência policial, fomentada pela desigualdade e pelo racismo. Todos os dias, pessoas são violentamente assassinadas por conta da cor de sua pele.

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Vi muita violência em minha vida, com muitos jovens presos ou assassinados. Outros são forçados a entrar no submundo do crime apenas para sobreviver. No Brasil, existe um discurso nacional a respeito do problema das drogas e como as autoridades estão optando por combatê-lo com a violência. Em minha comunidade, 12 pessoas foram assassinadas nos últimos dois meses.

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Não quero ficar sentado em silêncio. Como ativista de direitos humanos, estou determinado a realizar campanhas em oposição à “guerra às drogas” e a exigir o fim da violência em minha comunidade. Estamos promovendo manifestações e outros tipos de intervenções na internet e nas ruas para transmitir nossa mensagem. Acredito firmemente que essas pequenas ações levarão nossa mensagem a uma população mais ampla.

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As pessoas costumavam ficar caladas quando alguém era assassinado, mas agora não é mais esse o caso. Todos os dias, lutamos por nossas vidas. É uma realidade violenta. Minha tatuagem diz “Acredite”. Ainda que seja difícil ter fé, minha tatuagem é um lembrete de quão longe chegamos.

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Em quem me inspiro: pessoas simples e realistas, como minha mãe, meu pai e meus amigos. Eles vivem a mesma realidade que eu e continuam lutando para melhorar as coisas. Apesar das dificuldades, continuam sorrindo. É uma verdadeira inspiração.

Twitter: @raullsantiago ‏

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ÁFRICA

“Ver as pessoas agindo traz uma sensação boa” – Haafizah Bhamjee, 22, África do Sul

253158_Haafizah - Youth_ Power_ Action Summit 2018

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A falta de acesso a produtos de higiene no período menstrual existe, especialmente na universidade. Nem se fala em menstruação, ainda mais se você não pode comprar produtos de higiene. Por isso as garotas sofrem em silêncio. É desumanizante.

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Eu e minhas amigas estamos tentando mudar essa realidade com nossa campanha #WorthBleedingFor. A maioria das pessoas pensa que a universidade é um luxo para os ricos, mas não é. Pessoas pobres também cursam a universidade. Alguns alunos dormem na biblioteca, outros fazem fila para receber cestas básicas, ao mesmo tempo que a falta de acesso a absorventes higiênicos é um problema concreto. Estamos pressionando as universidades a instalarem máquinas que distribuem absorventes nos banheiros, entramos em contato com o governo local para que forneça absorventes gratuitos às garotas nas escolas e estamos encorajando as garotas a falarem sobre suas vivências.

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Ver as pessoas agindo traz uma sensação boa. A mudança é gradual, mas empolgante. Recentemente, um grupo de garotas fez um vídeo sobre a campanha #WorthBleedingFor, mostrando nosso trabalho. Saber que estendemos a mão e que isso teve impacto é incrível.

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Quem me inspira: Winnie Mandela. Ela era apaixonada, determinada e nunca parou de realizar campanhas.

Twitter: @FizzerBlack ‏

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ÁSIA

“Ao nos mantermos unidos, inspiramos uns aos outros” – Kania Mamonto, 25, Indonésia

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Ao menos meio milhão de pessoas foram massacradas durante a tragédia de 1965 na Indonésia e meu trabalho é documentar as histórias dos sobreviventes. Organizo grupos de sobreviventes nas comunidades e reduzo a distância entre as gerações. É importante que os jovens compreendam o passado de nosso país. Como ativista de direitos humanos, não quero ver injustiça. Quero trabalhar com os outros, compartilhar conhecimento e agir, mas ser uma ativista em direitos humanos na Indonésia não é fácil.

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Em abril passado, participei de um evento cultural juntamente com vários outros defensores dos direitos humanos. Eu era mestre de cerimônia. Um grupo violento veio e nos impediu de sair do prédio por oito horas. Foi assustador. Mais de 200 pessoas estavam presas, inclusive crianças. Usaram pedras para estilhaçar os vidros, colocaram fogo em nós e havia o risco de sermos espancados. Depois que fomos libertados, meu rosto foi exibido por toda a mídia.

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O incidente todo foi muito traumatizante. Trabalho tanto para tornar a mudança possível, mas não é assim que o trabalho é visto. Aprendi a lidar com o que acontecia e quis ensinar às pessoas sobre o meu trabalho. Se há pessoas com problemas em relação a isso, quero que conversem comigo e discutam abertamente. Lutar pelo que você acredita não faz de você uma pessoa ruim. Só queremos justiça e igualdade.

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Por meio da Anistia Internacional, conheci outros defensores dos direitos humanos em toda a Ásia e trabalhei com eles. É bom participar de uma rede global. É uma chance de compartilhar o trabalho que estamos fazendo e também nossos problemas e as lições que aprendemos. Ao nos mantermos unidos, podemos inspirar uns aos outros.

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Em quem me inspiro: um ativista indonésio chamado Munir. Ele foi tão inspirador e corajoso e sempre disse a verdade. Ficou com o povo.

Twitter: @Kanimonster_

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ORIENTE MÉDIO E NORTE DA ÁFRICA

“As pessoas devem ser tolerantes e ter a mente aberta” – Amal Agourram, 21, Marrocos

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Os direitos das mulheres são violados todos os dias no Marrocos. Conheço pessoas que foram assediadas e agredidas, cujo direito à liberdade de expressão foi violado e que enfrentaram julgamentos injustos. É o que me faz querer lutar pelos direitos humanos.

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Depois de me formar, comecei a trabalhar na Anistia Internacional em nível local nas campanhas Brave e I Welcome.

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Meu objetivo era criar um ambiente onde as pessoas fossem tolerantes, tivessem a mente aberta e houvesse uma compreensão dos direitos humanos. Por meio da campanha I Welcome, encorajei pessoas a enxergarem além do rótulo de refugiado e a ouvir as histórias por trás dele.

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Trabalho principalmente com outros jovens nessas campanhas. É uma oportunidade de conhecer pessoas com experiências semelhantes. Ao participar, os jovens me dizem que se sentem muito menos sozinhos e como parte de algo importante. Muitos de nós também usamos as habilidades que desenvolvemos para ensinar pessoas em casa sobre questões como direitos humanos.

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Estou sempre pensando em maneiras pelas quais posso fazer a diferença e causar impacto. Para mim, é um hobby. Até quando meus pais me dizem para descansar, digo a eles que promover a importância dos direitos humanos me faz bem!

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Em quem me inspiro: Nelson Mandela. Ele nos inspira. Também busco inspiração em pessoas de minha cidade natal. Elas me motivam a fazer a diferença.

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EUROPA

“Podemos mudar o modo como alguém enxerga o mundo” – Mariana Rodrigues, 22, Portugal

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Meu pai é um revolucionário. Ele me ensinou a pensar fora da caixa, então, quando vejo alguma coisa que quero mudar, faço algo em relação a isso. Todo meu ativismo é baseado nisso.

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Quando fui para a universidade, fui abordada por um captador de recursos da Anistia Internacional. O trabalho da organização foi tão inspirador que decidi me tornar uma captadora de recursos presencial depois de me formar.

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Captar recursos dá a oportunidade de mudar o modo com as pessoas pensam e de educar pessoas sobre o que acontece no mundo. Conversei com muitas pessoas que tinham ideias diferentes sobre refugiados. Depois de conversarmos, percebi a importância de acolher pessoas em Portugal. Isso provou que a maior parte dos problemas do mundo tem origem na falta de informação. É possível superar o ódio.

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É possível mudar o modo como alguém enxerga o mundo e a Anistia, assim como meu projeto de vestuário sustentável, proporciona um modo de fazer isso. É incrível participar de uma rede de jovens que oferece a oportunidade de conhecer ativistas de todo o mundo.

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Em quem me inspiro: pessoas que continuam a expressar suas opiniões em lugares onde é difícil fazer isso.

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