Justiça Para Marielle: seguimos pressionando pela resolução completa do caso

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Rio de Janeiro. 09.09.19 – Em relação à operação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro que resultou na prisão de quatro pessoas e ainda teve mandado expedido contra o ex-PM Ronnie Lessa, que já está preso e acusado de ser o executor direto do assassinato da defensora de direitos humanos Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Silva, Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional declara:

“Nos impressiona a rede que é formada em torno do assassinato de uma defensora de direitos humanos como foi Marielle Franco, que atuava pelo bem comum, pelo bem dos cidadãos e cidadãs do Rio de Janeiro. Seguimos acompanhando o desenvolvimento das investigações e, ainda, com muita preocupação com a demora em se descobrir os autores intelectuais do crime. Esperamos que todos os envolvidos na morte, inclusive seus mandantes, sejam identificados e levados à justiça”.

“Acreditamos que esse passo nas investigações é importante para caminhar em direção ao esclarecimento desse crime brutal e esperamos que essas pessoas tenham acesso ao devido processo legal, justo e célere. Seguimos comprometidos com a família de Marielle, a sociedade brasileira e a comunidade global, que cobram o esclarecimento das perguntas ‘quem mandou matar Marielle e porquê?. Exigimos que se faça justiça nesse caso emblemático do assassinato de uma defensora dos direitos humanos que sempre lutou pelos mais vulneráveis e foi assassinada em pleno exercício do seu mandado de vereadora para o qual foi, democraticamente, eleita. O recado é claro: nenhum defensor dos direitos humanos está seguro no Brasil enquanto esse caso permanecer impune. O caso Marielle nos mostra a importância de proteger as atividades das defensoras e defensores dos direitos humanos no país, que lutam diária e incansavelmente por um mundo mais justo e igualitário.”

Em setembro, a Anistia Internacional enviou ofícios ao MP-RJ e ao governador do Rio, Wilson Witzel, cobrando a resolução do caso, 18 meses após os assassinatos de Marielle e Anderson. Na última semana, o Ministério Público do Rio de Janeiro respondeu ao ofício. No documento, o órgão informa que o ofício enviado pela organização será incorporado à ação penal em curso, para mostrar a repercussão internacional do crime, o que evidencia a importância da continuidade da mobilização em torno do caso.

Em março de 2019, a Anistia Internacional entregou ao governador do Rio de Janeiro e ao Procurador-Geral do Estado, Eduardo Gussem, 780 mil assinaturas de pessoas do mundo inteiro que assinaram a petição pedindo justiça para Marielle.

Atualmente, no site da Anistia Internacional, há uma petição aberta que pressiona pela continuidade das investigações até que todos os envolvidos sejam identificados e levados à Justiça. A petição atual já recolheu mais de 80 mil assinaturas e ainda recebe colaboração.

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