Denúncia contra o jornalista Glenn Greenwald é grave e representa uma escalada na ameaça à liberdade de imprensa no Brasil.

RIO DE JANEIRO, 21.01.2020 – A denúncia contra o jornalista Glenn Greenwald é profundamente grave e representa uma escalada na ameaça à liberdade de imprensa no Brasil.

A notícia de que o Ministério Público Federal apresentou denúncia contra Glenn se soma a uma série de agressões que o presidente Jair Bolsonaro tem praticado contra repórteres, além de medidas que soam como ameaçadoras contra veículos de comunicação nos últimos meses no país. Destacamos ainda as violências físicas que os profissionais do jornalismo sofrem historicamente no Brasil, como atentados e assassinatos. É dever das autoridades garantir liberdade e segurança de atuação para os jornalistas. No entanto, ao atacar e criminalizar esses profissionais, elas criam um ambiente inseguro e perigoso, que se opõe às condições necessárias para que os direitos humanos sejam garantidos e efetivados.

A liberdade de imprensa é fundamental para os direitos humanos, pois ela garante a transparência necessária para o desenvolvimento saudável de uma sociedade. As violências sofridas por jornalistas atentam também contra o direito à informação de todos os brasileiros e brasileiras.

Causam-nos estranheza as informações de que Glenn Greenwald foi denunciado sem sequer ser investigado, e esperamos que as autoridades policiais esclareçam os procedimentos legais que embasaram tal decisão. Do presidente Bolsonaro, cobramos uma mudança de postura no trato com os jornalistas e em suas falas públicas contra esses profissionais. Agressões verbais podem se tornar permissivas a outros tipos de violências, e é sua obrigação constitucional garantir a segurança de todos e todas, além de respeitar a livre atuação da imprensa no Brasil.

16 de abril de 2020

Troca no Ministério da Saúde: autoridades devem promover direitos à vida e à saúde

Independentemente de que esteja à frente do Ministério da Saúde, a Anistia Internacional cobra das autoridades a proteção dos direitos humanos à vida e à saúde da população brasileira.

31 de março de 2020

56 anos do golpe militar: agentes do Estado promoveram graves violações de direitos humanos e devem ser responsabilizados por isso

O Golpe Militar no Brasil ocorreu num mesmo dia 31 de março, há 56 anos e deu início a 20 anos de um regime de exceção, marcado por graves violações.
Mais Press Releases