CineClube Anistia apresenta o filme “Deus ama Uganda”

Kasha Jacqueline Nabagesara

Premiado documentário que aborda o papel dos missionários evangélicos norte-americanos na repressão a homossexuais no país africano foi apresentado ano passado no Festival do Rio.

Um dos filmes mais comentados do Festival do Rio do ano passado, “Deus ama Uganda” será apresentado na quarta edição do CineClube Anistia – evento promovido pela Anistia Internacional Brasil toda última quinta-feira do mês.

Entre cruzes e sermões, a perseguição a homossexuais por grupos cristãos fundamentalistas vem se tornando uma das mais importantes bandeiras de Uganda, potencializada pelas missões evangelizadoras da organização norte-americana International House of Prayer. Esta realidade, de extremo preconceito e condenação ao homossexualismo, é retratada e discutida pelo premiado documentário de Roger Ross Williams.

Kasha Jacqueline Nabagesera, que em 2011 recebeu o prêmio Martin Ennals para Defensores de Direitos Humanos da Anistia Internacional, é uma das principais entrevistadas no filme, que aborda o papel dos missionários evangélicos dos Estados Unidos no crescimento da homofobia no país africano.

Ela conversará com o público presente à sessão do CineClube Anistia da próxima quinta-feira (24) às 19h30. – com distribuição de senhas a partir das 19 horas. A exibição acontece na Praça São Salvador, 05 – Laranjeiras.

Sobre Kasha Jacqueline

Kasha Jacqueline Nabagesera nasceu em Uganda, em 1980. Sempre se dedicou à defesa dos direitos LGBT em seu país e, aos 21 anos, deu início a um movimento que culminou na fundação da “Freedom and Roam Uganda” (FARUG).

Nos últimos anos, Kasha tem se destacado em fóruns internacionais, especialmente ao apresentar a situação das mulheres lésbicas em seu país – cuja legislação atual condena a prisão perpétua gays, lésbicas, bissexuais e pessoas trans.

Em 2007, Kasha fez uma participação no Fórum Social Mundial em Nairobi, na Nigéria, e falou para mais de 60 mil pessoas sobre o respeito e a tolerância a homossexuais no mundo. Após esta participação, tornou-se vítima de ameaças violentas em seu país. Desde então, muda de casa com frequência, com medo de ficar muito tempo no mesmo lugar.

Homofobia na África

A homofobia é um problema grave em diversos países da África – em 38 nações do continente a homossexualidade é considerada crime. Nos últimos anos, o parlamento de Uganda intensificou debates sobre propostas legislativas nesse sentido e, depois de muita discussão e pressão dentro e fora do país, a lei foi aprovada prevendo pena de prisão perpétua para gays, lésbicas, bissexuais e pessoas trans. Em Uganda, também é crime se você não delatar quem é homossexual às autoridades do país.

As implicações da aprovação de leis como estas no país vão desde a ameaças de sanções econômicas a limitações nas políticas de saúde e prevenção de HIV/Aids e doenças sexualmente transmissíveis, uma vez que qualquer ato de apoio à comunidade LGBT pode ser punido – o que também constitui uma violação direta ao direito à liberdade de expressão. Agora, a FARUG questiona a constitucionalidade da lei no Supremo Tribunal de Uganda, com base nas premissas de não discriminação do marco legal ugandense.

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