Anistia Internacional lança campanha mundial contra repressão aos protestos durante a Copa do Mundo no Brasil

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Em defesa do direito à liberdade de expressão e manifestação pacífica durante a Copa do Mundo, a Anistia Internacional lança mundialmente, na próxima quinta-feira (08), a campanha “Brasil, chega de bola fora”. A campanha, que já mobiliza vinte seções da Anistia Internacional em diferentes países, irá coletar assinaturas endereçadas à presidenta Dilma Rousseff e ao presidente do Congresso, Renan Calheiros. A petição estará disponível nos endereços www.aiyellowcard.org e www.cartaoamarelo.org.br.

“O Governo brasileiro tem o dever de assegurar o direito à liberdade de expressão e manifestação pacífica de todas as pessoas durante a Copa do Mundo”, afirma Atila Roque, diretor executivo da Anistia Internacional no Brasil. “É urgente regulamentar o uso das chamadas armas ‘menos letais’, que têm sido usadas amplamente, e garantir treinamento adequado das forças de  segurança para o policiamento dessas manifestações, além de assegurar mecanismos eficazes de responsabilização nos casos de uso excessivo ou desnecessário da força e outros abusos cometidos por agentes doEstado”, completa Roque.

Manifestações que ocorreram no País em 2013 levaram membros do Congresso Nacional a colocar em pauta projetos de lei que podem ser usados para criminalizar manifestantes e restringir o direito à liberdade de expressão e manifestação pacífica.

“Diante deste contexto, estamos convocando a sociedade mundial a dar um cartão amarelo de advertência para o governo brasileiro, sinalizando que não aceitaremos violações de direitos humanos em nome dos grandes eventos”, defendeu Roque.

A Anistia Internacional tem documentado casos de violência policial nos protestos desde junho passado, quando o Brasil assistiu a uma grande mobilização de pessoas nas ruas, em diversas cidades, reivindicando direitos. Há evidências de que a polícia brasileira não está preparada e adequadamente treinada para lidar com estas manifestações públicas.

“A Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 são momentos-chave, onde há possibilidade de manifestações públicas, e a preocupação da Anistia Internacional é que os direitos à liberdade de expressão e manifestação pacífica sejam prejudicados no curto e longo prazo por medidas em nome da manutenção da ordem pública”, ressalta Atila Roque.

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