Escreva por Direitos 2017: veja como você transformou a vida dessas pessoas

Anistia Internacional

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Todos os anos, a Anistia Internacional lança a campanha chamada Escreva por Direitos, que reúne casos emblemáticos de pessoas ao redor do mundo que tem seus direitos violados. Através da mobilização global conseguimos pressionar as autoridades e também escrever milhões de mensagens de solidariedade.

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E a Escreva por Direitos é a maior campanha de direitos humanos do mundo e não é à toa. Só este ano, foram 5,5 milhões de cartas, 208 países participantes (do Afeganistão ao Zimbabue!) e mudanças positivas da vida de muita gente. Você fez parte disso tudo. Nós e todos aqueles que receberam suas mensagens de solidariedade, apoio e justiça, queremos te agradecer e, claro, te atualizar!

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Vamos aos casos? Veja só tudo o que você ajudou a transformar:

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mahadine-siteMahadine, do Chade. 

Mahadine poderia ter sido condenado à prisão perpétua por postar nas redes sociais conteúdos se opondo ao governo do Chade. Graças à pressão internacional, Mahadine conseguiu o tratamento médico que precisava após contrair tuberculose na prisão e, em março, um juiz retirou as graves acusações que ele respondia e substituiu para o crime de difamação. Tivemos a ótima notícia de que ele vai responder em liberdade, já que o crime ao qual está sendo julgado agora não é passível de prisão no país. Ele teve uma audiência hoje (19) e torcemos para que ele seja inocentado: Liberdade de expressão não é crime, é um direito humano.

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Sakris, da Finlândia. sakris-finlandia

Sakris Kupila é um homem trans de 21 anos e, para obter a ressignificação legal de gênero na Finlândia é obrigatório apresentar diagnóstico de “transtorno mental” e submeter-se a um processo de esterilização. Para Sakris, o longo envolvimento com a Anistia Internacional e a participação na Escreva por Direitos permitiu que ele se estabelecesse como uma voz fundamental na defesa dos direitos dos transgêneros, não apenas na Finlândia, mas também internacionalmente – que, por sinal, tiveram muito avanços no último ano. –> Saiba mais

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milpah-hondurasMILPAH, de Honduras.

O Movimento Indígena Lenca Independiente de La Paz (MILPAH) lidera a luta por terra em Honduras – um direito que vem sendo gravemente ameaçado pelos interesses do setor hidrelétricos e minerador. Os membros do MILPAH vêm enfrentando campanhas de difamação, ameaças de morte e agressões físicas. Mas, a visibilidade à causa se elevou internacionalmente e, embora a situação de segurança continue séria, houve progresso. Por exemplo, a comunicação entre o MILPAH e a instituição encarregada de implementar as medidas para protegê-los melhorou.

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Shackelia, da Jamaica. shackelia-jamaica

Após o assassinato de seu irmão, Shackelia Jackson fez frente a um sistema judicial lento e passou a liderar uma corajosa luta para exigir justiça e visibilidade à violência policial em seu país. O caso de Shackelia mobilizou centenas de milhares de pessoas para pressionar que as autoridades tomassem medidas contra assassinatos cometidos pela polícia na Jamaica, e também lançou uma luz sobre a luta de familiares das vítimas. Ela deixou claro que o mundo está assistindo e que eles devem continuar sua luta com segurança e livre de assédio. O Brasil esteve presente na entrega das assinaturas. –> Saiba mais

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ni yulan - chinaNi Yulan, da China.

Ni Yulan defende o direito à habitação na China e, por conta de sua atuação, têm recebido muitas ameaças. Ela foi desalojada e hoje, devido à uma agressão que sofreu enquanto atuava, Ni Yulan utiliza cadeira de rodas. ela tem um recado para dar pra você: “… Devido à atenção internacional [sobre a minha situação], a polícia reduziu suas agressões, abusos verbais e violações dos meus direitos”. Ni Yulan também nos contou que, desde do início da campanha ela e sua família não enfrentaram mais ameaças de despejo em seu novo apartamento.

 

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Hanan, do Egito. hana-egito

Hanan Badr el-Din é defensora de direitos humanos e co-fundadora da Associação das Famílias das Pessoas Submetidas ao Desaparecimento Forçado – é uma voz ativa que denuncia centenas de desaparecimentos no Egito. Por tentar obter informações sobre seu esposo, ela acabou presa. Hanan sofre de uma doença degenerativa e a família de Hanan acredita que a pressão internacional teve um impacto positivo em seu tratamento na prisão, incluindo o fato de que, em um movimento incomum pelas autoridades, ela teve acesso a um médico de fora da prisão e a medicamentos que antes lhes foram negados.

 

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farid issa- palestinaFarid e Issa, da Palestina.

Os dois ativistas sofrem ameaças por, em 2016, protestarem pacificamente contra os assentamentos e ocupação israelenses. Embora as falsas acusações contra Farid e Issa permaneçam em vigor, eles acreditam que a Escreva por Direitos deu maior legitimidade ao seu trabalho por meio da solidariedade internacional e israelense e lhes proporcionou mais proteção. Eles dizem que as autoridades israelenses se abstiveram de impedi-los de realizar seu trabalho em diferentes ocasiões.

 

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Clovis, de Madagascar.clovis - madagascar

Clovis Razafimalala faz tudo o que pode para proteger a floresta tropical de Madagascar, hoje em perigo de extinção. Antes da campanha Escreva por Direitos, a sociedade civil malgaxe evitava apoiar Clovis, temendo uma represália do governo. Mas, desde o início da campanha, o apoio da sociedade civil local começou a crescer e o trabalho defesa dos direitos humanos de Clovis recebeu maior reconhecimento nacional e internacionalmente. Em 31 de janeiro, Clovis recebeu o prêmio “Cidadão de coragem” em reconhecimento ao seu trabalho de direitos ambientais em Madagascar.

 

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turquia-tanerTaner e os 10 de Instambul

O caso da Turquia sobre Taner e a Istambul 10 foi realmente extraordinário. O ataque aos defensores dos direitos humanos na Turquia e na Anistia Internacional foi respondido com uma reação sem precedentes por todo o movimento da Anistia Internacional e por todos os nossos apoiadores ao redor do mundo. Embora a luta continua até que Taner seja liberto e as acusações contra todos os defensores dos direitos humanos retiradas, podemos estar orgulhosos da demonstração de força do movimento de direitos humanos que levaram à libertação do Istambul 10 em outubro.

–> Continue apoiando Taner e os 10 de Instambul

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Xulhaz, de Bangladeshxulhaz - bagladesh

Fundador da única revista de Bangladesh dedicada aos temas LGBTIQ, Xulhaz Mannan foi assassinado em seu apartamento. A solidariedade internacional tem sido essencial para a família de Xulhaz e para seus ex-colegas na revista Roopbaan, que nos disseram: “Estamos impressionados com o apoio global à sua justiça. Esta campanha inspirou com sucesso os membros de Roopbaan a continuar a luta pela igualdade. ”

 

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Saiba mais sobre a campanha Escreva por Direitos

Escreva por Direitos 2017

Anistia Internacional disponibiliza materiais educativos sobre Direitos Humanos

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