Jamaica: Paulette Wellington busca justiça pela morte de seu filho

Ação encerrada.

Agradecemos a sua mobilização!

AÇÃO JAMAICA
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AÇÕES

Na manhã do dia 30 de maio de 2010, cerca de 30 policiais invadiram a casa de Sheldon Gary Davis em Denhan Town, Kingston, na Jamaica, dizendo que precisavam fazer algumas verificações. Começaram a interrogá-lo e o acusaram de estar envolvido com um dos grupos criminosos que vinham causando uma onda de violência durante o estado de emergência decretado pelo governo. Os policiais assumiram que uma deficiência na perna de Sheldon, causada por uma doença na infância, havia sido causada por um tiro – o que seria evidência de seu envolvimento com atividades criminosas.

Apesar de ter negado todas as acusações e nenhuma evidência concreta ter sido apresentada pelos policiais, Sheldon foi levado sob custódia para um banco de sangue público nas proximidades de sua casa, onde foi executado pelos policiais. A polícia justificou a execução dizendo que ele havia tentado pegar a arma de um dos soldados.

Paulette Wellington, mãe de Sheldon, apresentou denúncia à Defensoria Pública assim que teve a confirmação de sua morte, quatro dias depois de sua detenção. Entretanto, o caso nunca foi a julgamento, e os responsáveis pela execução extrajudicial de Sheldon nunca foram punidos.

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“Eu enterrei meu filho no dia 4 de julho, no dia do meu aniversário. Por muito tempo depois de sua morte, minha memória se foi. Chorei todos os domingos depois da igreja. Eu ainda evito passar pelo prédio do banco de sangue (onde ele foi morto). Eu gostaria de colocar os culpados atrás das grades e processar o governo. Eu oro a Deus para que eu venha a obter justiça. Eu rezei muito para que aquele que puxou o gatilho confessasse e dissesse que Sheldon não o estava ameaçando.

Por que um jovem tentaria tirar uma arma quando havia muitos soldados ao redor? E mesmo que ele realmente tenha tentado pegar a arma, você está no exército, você sabe como derrotar alguém que está tentando desarmá-lo! Você deve ser capaz de chutar seus pés e manter a arma em pé, disparar um tiro para cima e algemá-lo. Em vez disso, a pessoa de quem ele supostamente estava tentando tirar a arma atirou nele duas vezes! Ninguém aqui é idiota!”

Em 2016, uma Comissão de Inquérito concluiu seus trabalhos de examinar os acontecimentos do período do Estado de Emergência, durante o qual Sheldon foi executado. No entanto, ainda não houve encaminhamentos.

Envie um e-mail para o Primeiro-Ministro da Jamaica e para o Ministro da Justiça:

  • Pedindo que as autoridades jamaicanas garantam que as recomendações constantes no relatório da Comissão de Inquérito sejam acatadas e que haja investigação célere e imparcial sobre a morte de Sheldon Gary Davis e que os responsáveis sejam levados à justiça;
  • Demandando que a família de Sheldon Gary Davis obtenha a reparação justa e adequada, caso as investigações concluam que agentes do Estado estiveram implicados em sua morte, de acordo com as responsabilidades estatais determinadas pela legislação internacional de direitos humanos e os padrões internacionais de reparações a vítimas e suas famílias;
  • Demandando que as autoridades garantam que todas as vítimas de violações de direitos humanos recebam pleno amparo e reparação.

ENTRE EM AÇÃO

Envie agora um e-mail para o Primeiro-Ministro da Jamaica Andrew Holness, e para o Ministro da Justiça Delroy Chunk:

Estimado Senhor Primeiro Ministro Andrew Holness,

Estimado Senhor Ministro da Justiça Delroy Chuck,

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Por meio da Anistia Internacional, tomei conhecimento do caso do jovem Gary Sheldon Davis, que foi brutalmente retirado de casa mediante uma acusação inconsistente de envolvimento com grupos criminosos, e em seguida foi morto sob custódia da polícia, em um banco de sangue nas proximidades de sua residência, em Denham Town, Kingston, o que policiais justificaram como sendo uma reação a uma tentativa de Gary de tomar a arma de um dos policiais – para o que não foi apresentada nenhuma prova. Sabemos que policiais são treinados para lidar com este tipo de situação; logo, ainda que a tentativa tivesse ocorrido, a forma mais correta de contornar o incidente seria imobilizar o jovem Gary Sheldon e impedir que ele alcançasse a arma. Em lugar disso, os policiais atiraram nele e o mataram.

A mãe de Gary, Paulette Washington, entrou com um pedido de investigação na Defensoria Pública, mas até hoje, não obteve nenhuma resposta.

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Diante disso, em um gesto de solidariedade internacional com Dona Paulette e com todos os jovens da Jamaica, peço que:

  • as autoridades jamaicanas garantam que as recomendações constantes no relatório da Comissão de Inquérito sejam acatadas e que haja investigação célere e imparcial sobre a morte de Sheldon Gary Davis e que os responsáveis sejam levados à justiça;
  • a família de Sheldon Gary Davis obtenha a reparação justa e adequada, caso as investigações concluam que agentes do Estado estiveram implicados em sua morte, de acordo com as responsabilidades estatais determinadas pela legislação internacional de direitos humanos e os padrões internacionais de reparações a vítimas e suas famílias;
  • as autoridades jamaicanas garantam que todas as vítimas de violações de direitos humanos recebam pleno amparo e reparação.

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Respeitosamente,

Assinaturas atuais

Elisabeth Goncalves  Rio de Janeiro, Brasil  20 de Setembro de 2017, 10:02:36
luana lisboa  S?o Paulo, Brasil  15 de Agosto de 2017, 18:54:27
Bianca Xavier Cordeiro  S?o Paulo, Brasil  09 de Agosto de 2017, 11:36:21
Veronica Gomes  Rio de Janeiro, Brasil  05 de Agosto de 2017, 16:25:21
Julia Muniz  Rio Grande do Sul, Brasil  04 de Agosto de 2017, 18:06:58
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