Educadores e educadoras: a aposta no diálogo

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Por Paulo Vicente*

A educação é um direito de todas as pessoas. Dificilmente vamos encontrar alguém que negue essa afirmação. Como muitos outros aspectos da nossa existência necessários para uma vida digna e boa, ela faz parte do conjunto de Direitos Humanos. Sua importância está confirmada na Declaração Universal dos Direitos Humanos (artigo 26) e na Constituição Federal do Brasil (artigos 6 e 205). Isso significa dizer que a sociedade e o Estado brasileiro assumiram o compromisso de garantir, de proteger e de fazer com que se cumpram no dia-a-dia esse e outros direitos acordados no mundo inteiro e previstos em nossas leis. Mas ainda temos um caminho pela frente para que essa promessa seja realidade para todo mundo. Embora a tarefa não seja simples, muita gente tem se dedicado a luta por esse mundo mais justo, solidário e que tem como referências a paz, o respeito à diversidade e às liberdades fundamentais. Algumas dessas pessoas escolheram fazer isso por meio de sua profissão, como os educadores e educadoras de nosso país.

A aposta no diálogo como ferramenta educativa, o reconhecimento e a valorização da potência de todas as pessoas e o desejo de apresentar possibilidades para leitura do mundo e da vida acompanham profissionais de ensino comprometidos e comprometidas com uma educação libertadora.  A atuação de professores e professoras nos lembra que a educação, como todo direito, diz respeito à vida das pessoas e ao reconhecimento do valor de todos os seres humanos. Cabe a nós reconhecer em todos os momentos a importância desses e dessas que por meio de seu trabalho facilitam os caminhos para que nos tornemos pessoas críticas e capazes de lutar por transformações.

Inspirados na vocação para o diálogo de educadores e educadoras, fica o convite para que conversem sobre seus direitos e sobre como eles se relacionam com o cotidiano. Preparamos um curso na Academia de Direitos Humanos da Anistia Internacional, para que possam dialogar sobre o tema. 

Agradecemos a luta de todos os professores e professoras do Brasil. Deixamos as palavras de Paulo Freire, melhores do que qualquer despedida: “Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo”.

*Paulo Vicente é Coordenador de Educação em Direitos Humanos da Anistia Internacional Brasil

 

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