Dia da mulher: Conheça a luta de 7 mulheres ao redor do mundo

Gabriela Moscardini
Assistente de Comunicação Anistia Internacional

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Oficializado em 1975 pela Organização das Nações Unidas (ONU), o dia 8 de março celebra, desde o início do século 20, o poder e a luta de mulheres em todo o mundo. A data marca a história e esforços coletivos e individuais de mulheres que lutaram e lutam por um mundo mais justo.

Do Irã à Índia, do Brasil ao Quirguistão, meninas e mulheres continuam, cada vez mais, levantando suas vozes para defender o que acreditam. São ativistas, advogadas, mães, vereadoras, dançarinas, jornalistas, estudantes e o que elas quiserem ser. Mulheres que colocam luta e a defesa pelos direitos humanos em primeiro plano. Conheça algumas dessas mulheres inspiradoras que estão defendendo direitos humanos pelo mundo, mas que precisam de nosso apoio para continuar seu trabalho.

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ATENA DAEMI, IRÃ

atena

Como tantas outras pessoas, Atena Daemi sonha com o fim da pena de morte no Irã. Ela costumava publicar textos no Facebook e no Twitter criticando a altíssima incidência de execuções no país, distribuía panfletos e participava de protestos pacíficos contra a execução de uma jovem. Ações tão simples que, infelizmente, no Irã, demandam uma grande coragem!

Essas ações foram usadas como “evidências” para sentenciá-la a sete anos de prisão. Seu julgamento teve apenas 15 minutos e ela enfrentou violência e tratamento degradante na prisão.

“Eu vou defender os direitos das minhas irmãs até meu último suspiro. Prefiro estar morta do que ser escrava da opressão” Atena Daemi, em uma carta escrita dentro da prisão em 8 de abril de 2017.

>> Assine a petição por justiça para Atena

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PAVITRI MANJHI, ÍNDIA

Pavitri Manjhi

Pavitri Manjhi faz parte de uma comunidade indígena Adivasi, na Índia, que está em risco de ser despejada de suas terras para abrir espaço para duas usinas de produção de energia. Eles resistem para não perderem suas terras e seu modo de vida. Como líder da aldeia, ela ajudou as pessoas a apresentar quase 100 queixas formais contra as companhias envolvidas. Agora ela enfrenta ameaças por parte de homens influentes locais, no intuito de forçá-la a retirar as queixas.

“Estamos batalhando, estamos lutando por nossa terra e não vamos desistir.”, Pavitri Manjhi

>> Exija proteção para Pavitri e sua comunidade

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GULZAR DUISHENOVA, QUIRGUISTÃO

gulzar

Gulzar Duishenova, do Quirguistão, é uma lutadora. Em 2002, ela perdeu os movimentos de suas pernas após sofrer um acidente de carro envolvendo um motorista bêbado. No ano seguinte, seu marido morreu subitamente, e ela ficou sendo a única responsável pelos cuidados de suas duas crianças. Mas ela nunca se deixou abater por isso: tomou como missão de vida garantir que pessoas com deficiências possam viver com dignidade e se movimentar livremente. Para isso, se reuniu com oficiais e autoridades locais, organizou treinamentos para motoristas de ônibus e organizou campanhas pelas redes sociais. Porém, ela enfrenta a discriminação diariamente, numa sociedade em que mulheres não podem falar livremente e que pessoas com deficiências são vistas como “inválidas”.

“Fomos criadas nos tempos da União Soviética e ensinadas por nossos pais que meninas e mulheres devem estar sempre em silêncio. Nos disseram que não temos permissão para falar, mas ainda assim, falamos. Eu falo.” Gulzar Duishenova.

>> Apoie a luta de Gulzar!

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NOHLE MBTUTHUMA, ÁFRICA DO SUL

Nonhle Mbuthuma

Nonhle Mbuthuma está liderando a luta de sua comunidade, Amadiba, contra uma empresa de mineração que pretende explorar titânio nas suas terras ancestrais. Eles detém os direitos comunitários sobre as terras onde vivem, no Cabo Oriental da África do Sul, mas, cerca de 5 mil pessoas podem ser expulsas à força de suas casas caso a companhia consiga a permissão para minerar essas terras. Elas podem vir a perder suas terras, seu meio de subsistência e toda uma forma de vida.

“Quando você toma a minha terra, você toma a minha identidade.” Nonhle Mbuthuma

>> Assine pelo fim das intimidações contra Nohle e sua comunidade

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VITALINA KOVAL, UCRÂNIA

VITALINA

Vitalina Koval sempre quis fazer uma diferença positiva. Ela usa sua incrível energia para apoiar pessoas LGBTI na sua cidade natal, Uzhgorod, na Ucrânia. Mas ela e outras ativistas têm sido violentamente atacadas por grupos de extrema direita, apenas por se manifestarem. O ataque é apenas parte de uma onda mais ampla de intimidação promovida por grupos antidireitos da Ucrânia. Vitalina e outros defensores de direitos humanos não vão ser vencidos pelo medo e nós ficaremos junto deles.

“Existem tantas pessoas na comunidade LGBTI na Ucrânia com medo. Eu gostaria tanto que elas não estivessem se sentindo ameaçadas ” Vitalina Koval.

>> Assine e exija reconhecimento pela luta de Vitalina

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“Não serei interrompida”

Há muitas mulheres e lutas para celebrar, assim como para recordar – e continuar exigindo justiça. Marielle Franco e Berta Cáceres lutaram em vida por muitas causas. Marielle Franco, quinta vereadora mais votada no Rio de Janeiro, lutou corajosamente por um Rio de Janeiro mais justo. Ela se posicionava a favor das mulheres negras, das pessoas LGBTI e dos jovens e condenava os assassinatos ilegais cometidos pela polícia. Berta Cáceres, líder indígena Ienca e cofundadora do Conselho Cívico de Organizações Populares e Indígenas de Honduras (COPINH) lutava pela proteção de sua comunidade e se posicionava contra a construção da barragem de Agua Zarca, na comunidade de Rio Branco.

Marielle Franco e Berta Caceres

Marielle e Berta foram vítimas de crimes brutais, planejados e que tinham como intenção silenciar suas vozes. A não resolução desses casos passa uma mensagem de crimes contra defensores de direitos humanos podem ficar impunes e gera uma espiral de medo e violência. Tentaram silenciar Marielle e Berta, mas nós vamos levantar nossas vozes ainda mais alto. E sabemos: não estamos sozinhas. Mulheres do mundo todo continuam suas lutas diárias por um mundo mais justo e livre opressões, afinal, como dizia Berta: “não nos resta outro caminho senão lutar”.

>> Assine por justiça para Marielle

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