Após mais de 20 anos de luta, comunidade indígena pode começar a reconstruir sua vida

A lei assinada em 2014 no Paraguai permitindo que os índios Sawhoyamaxa retornem a sua terra ancestral é um triunfo para esta comunidade indígena que vem lutando por seus direitos há mais de 20 anos.

As terras ancestrais dos Sawhoyamaxa, na região do Chaco, estiveram nas mãos de proprietários privados desde 1950. Cerca de 160 famílias Sawhoyamaxa vinham lutando há décadas para voltar a suas terras. Essas famílias viviam ao lado de uma estrada, onde o acesso à saúde, educação, alimentação, inclusive caça e plantio, era quase impossível.

Em 1991, a comunidade tomou medidas legais para obter o reconhecimento de seus direitos. Quinze anos mais tarde e sem receber resposta positiva das autoridades, eles levaram sua reivindicação à Comissão Interamericana de Direitos Humanos e à Corte Interamericana de Direitos Humanos, que decidiu em seu favor em 2006, concluindo que o Paraguai havia violado os direitos da comunidade, e ordenou a restituição de suas terras no prazo de três anos. Como a ordem não foi cumprida, em 2009, a Anistia Internacional lançou uma campanha para apoiar as reivindicações dos Sawhoyamaxa. Em 2011, seu caso foi selecionado para fazer parte da Maratona de Cartas, o maior evento de direitos humanos do mundo, promovido pela Anistia Internacional.

Em 2013, após o fracasso das negociações de compra entre o proprietário privado da terra e o Estado, a comunidade ocupou parte de seu território ancestral e continuou com as suas reivindicações de dentro de suas terras. Ainda em 2013, no âmbito do Dia Internacional dos Povos Indígenas, Anistia Internacional Paraguai e a ONG Tierraviva lançaram a iniciativa “Tornar visível o invisível” para denunciar a discriminação histórica contra os Povos Indígenas no Paraguai, promover educação em direitos humanos e motivar a participação na defesa dos direitos dos povos indígenas no Paraguai.

Após mais de 20 anos de luta, o governo finalmente deu passos decisivos para cumprir com sua responsabilidade perante os direitos da comunidade indígena Sawhoyamaxa.

“Nós Indígenas choramos apenas quando conseguimos a nossa liberdade. Choramos porque estamos comovidos”, disse Carlos Mareco, líder da comunidade indígena Sawhoyamaxa.

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