Moses Akatugba, vítima de tortura injustamente condenado à morte está livre

Aos 16 anos de idade, Moses Akatugba foi preso e torturado por policiais na Nigéria para assinar um documento confessando o roubo de três celulares. Ele disse à Anistia Internacional que o amarraram e penduraram por várias horas, e depois usaram um alicate para arrancar suas unhas dos pés e das mãos. Pelo suposto crime que cometeu, Moses foi injustamente condenado à morte e chegou a passar dez anos no corredor da morte.

“O perdão de Moses Akatugba, que não deveria nem ter sido condenado à morte em primeiro lugar, porque ele era menor de idade no momento do crime, é uma vitória para a justiça e um lembrete de que o poder do povo e das campanhas por direitos humanos realmente podem fazer a diferença”, disse Netsanet Belay, diretor da Anistia Internacional para África.

Moses é um dos casos centrais da Anistia Internacional na campanha global Chega de Tortura e foi destaque na campanha Escreva para Direitos de 2014. No total, mais de 800.000 ações foram tomadas em todo o mundo pedindo ao governador do Estado do Delta, Emmanuel Uduaghan, para alterar a sentença de morte.

Em outubro de 2014, o governador Uduaghan respondeu à pressão dos adeptos da Anistia Internacional e disse que estava “olhando para o caso” de Moses. O governador – que estava deixando o cargo neste dia – anunciou na noite de 28 de maio que lhe havia concedido perdão total.

“Os ativistas da Anistia Internacional são meus heróis. Quero assegurar-lhes que este grande esforço que têm mostrado por mim não será em vão, pela graça especial de Deus eu vou viver à altura de sua expectativa. Prometo ser um ativista de direitos humanos – e lutar por outras pessoas”, disse Moses após o anúncio de sua libertação.

Moses também agradeceu ao defensor de direitos humanos Justine Ijeomah, que lidera a ONG nigeriana Human Rights Social Development and Environmental Foundation (HURSDEF), e ao governador Uduaghan por ter “mantido sua palavra”.

Mais de 1.500 pessoas estão atualmente definhando no corredor da morte na Nigéria, incluindo adolescentes em conflito com a lei. Em 2013, a Nigéria retomou as execuções quando cinco pessoas foram enforcadas, apesar de uma moratória ‘oficial’.

Chega de Tortura

A Anistia Internacional acompanha casos de tortura e faz campanha pelo fim da prática há décadas. O caso de Moses foi um dos alvos de mobilização de apoiadores em todo o mundo nas campanhas Chega de Tortura e Maratona de Cartas Escreva por Direitos 2014.

 

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