Como reuni as pessoas e pedi à Guiné para abolir a pena de morte

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Souleymane Sow, 43 anos, é um homem com uma missão. Ele é voluntário da Anistia Internacional desde que era estudante e, inspirado em contribuir para transformações, ele retornou à Guiné, fundou um grupo local de voluntários da Anistia Internacional e começou a trabalhar. Seu objetivo? Promover a importância dos direitos humanos, educar as pessoas sobre o assunto e abolir de vez a pena de morte. No ano passado, juntamente com 34 ONGs, eles alcançaram esse propósito.

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Eu sempre fui contra a pena de morte. Tantas pessoas foram mortas durante o primeiro regime apenas por suas ideias, pelo que pensavam. Ver pessoas que perderam seus pais me fez querer levar a luta pela abolição ainda mais adiante.

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Quando voltei para a Guiné, formei um grupo de voluntários e comecei a educar as pessoas sobre direitos humanos. Em 2015, houve eleições e foi lançado um novo programa, focado em renovar todas as nossas leis no Parlamento.

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Eu sabia que esta era uma grande oportunidade para levantar a minha voz. Entrei em contato com o escritório regional da Anistia Internacional em Dakar para ver como poderíamos obter apoio contra a pena de morte. Com ajuda do movimento, emitimos uma declaração com as alterações que desejávamos.

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A ideia foi ganhando força e mais 34 ONGs decidiram se unir à nossa missão de abolir a pena de morte na Guiné. Uma por uma, organizamos reuniões com ministros e outras autoridades, explicando por que essa prática terrível tinha que acabar. Dei todas as informações necessárias e tivemos discussões abertas e honestas.

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À medida que a campanha se intensificou, fizemos que ouvissem nossas vozes. Distribuímos material de campanha, como adesivos e camisetas, pedindo pelo fim da pena de morte. O Ministério da Justiça me convidou para falar mais sobre o assunto e apresentei meus argumentos para convencê-lo sobre a importância desse assunto. Foi essencial conversar com as pessoas e explicar por que a pena de morte deveria ser abolida.

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Escutamos suas ideias e questionamos seu raciocínio, sempre oferecendo exemplos e argumentos sobre por que a pena de morte não tinha lugar na sociedade de hoje.

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Meus colegas e eu recebemos apoio contra a pena de morte todos os dias durante cinco meses. Em 2016, a Assembleia Nacional da Guiné votou a favor de um novo Código Penal que eliminou a pena de morte da lista de sanções aplicáveis. No ano passado, o mesmo aconteceu com o Código Militar.

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Foi uma conquista incrível que demonstrou a importância do poder popular. Foi a primeira vez que tantas ONGs se reuniram para fazer campanha sobre um assunto. As pessoas disseram que estavam muito satisfeitas com o nosso trabalho e que podiam ver que a mudança é possível.

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Acima de tudo, isso nos inspirou a continuar lutando. Ainda há muito o que fazer na Guiné, mas depois de ver o impacto que podemos ter, sei que muito mais coisas boas podem ser alcançadas.

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Acesse aqui o Relatório Global de 2017 sobre Pena de Morte da Anistia Internacional

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