A maior campanha de direitos humanos do mundo

Todos os anos a Anistia Internacional, lança a campanha chamada Escreva por Direitos, que reúne casos emblemáticos de pessoas ao redor do mundo que tem seus direitos violados. Através da mobilização global conseguimos pressionar as autoridades e também escrever milhões de mensagens de solidariedade. No ano passado, por exemplo, foram mais de 5.912.113 milhões de ações feitas em defesa destas pessoas.

Materiais educativos em direitos humanos

A Escreva por Direitos incentiva sempre a organização de atividades educativas para o fortalecimento de uma cultura de mobilização e solidariedade.  As histórias registradas na campanha oferecem a possibilidade de pensarmos coletivamente sobre a realidade de outras pessoas, sobre o nosso próprio contexto e sobre como agir para defender os nossos direitos e os de outros seres humanos. Nesta edição, a Anistia Internacional disponibiliza digitalmente quatro Guias de Atividades para Educação em Direitos Humanos, abordando quatro dos 10 casos que estamos trabalhando.

Os cadernos estão disponíveis no nosso site inteiramente grátis. Saiba como promover o diálogo em escolas, universidades, associações ou mesmo em qualquer espaço informal em que haja gente interessada.

Garanta os seus!

 

Conheça os casos! [Todos já estão encerrados – em breve, Escreva Por Direitos 2020]

[MÉXICO] A PESSOA ERRADA, NO LUGAR ERRADO, NA HORA ERRADA

José Adrián voltava da escola para casa, como fazia todo dia, quando policiais o atacaram e o jogaram para dentro de uma viatura. No local, acabava de acontecer um conflito entre um grupo de jovens, que acabou resultando em danos ao veículo policial. Adrián, um jovem indígena maia, foi a única pessoa presa, sem nenhuma explicação. Ele sofreu diversos maus-tratos, e só foi solto depois que seus pais pagaram uma multa e o custo do conserto da viatura. Até hoje, os policiais não foram punidos.

NIGÉRIA] SEM CASA, CHEIO DE ESPERANÇA

Nasu Abdulaziz é apaixonado por futebol e bicicleta – duas coisas que ele costumava fazer na comunidade de Otodo Gbame, em Lagos, onde morava com sua família. Mas entre novembro de 2016 e abril de 2017, homens armados e com escavadeiras chegaram e derrubaram as casas da comunidade, deixando 30.000 pessoas sem teto, inclusive Nasu. Toda a comunidade foi removida, sem aviso prévio, do local centenário onde viviam. Hoje, Nasu e seus companheiros fazem parte da Federação de Favelas da Nigéria e estão buscando uma forma para que todas as famílias possam viver com dignidade.

[IRÃ] “EU SEM O VÉU E VOCÊ COM O VÉU”

Yasaman Aryani, uma atriz que adora escalar montanhas, ousou desafiar as leis iranianas que obrigam às mulheres o uso de véu. Com os cabelos desafiadoramente à mostra, ela distribuiu flores às passageiras de um trem em sua cidade. Em março de 2019, um vídeo mostrando essa ação corajosa se tornou viral, fazendo com que as autoridades iranianas a mandassem prender Yasaman, que foi condenada a passar 16 anos na prisão. Seu crime? Acreditar que as mulheres devem ter a liberdade de escolher o que vestir.

[FILIPINAS] SOBREVIVENDO À CRISE CLIMÁTICA, EXIGINDO DIGNIDADE

Marinel Sumook Ubaldo tinha 16 anos de idade quando aprendeu que precisava lutar para encontrar uma maneira de proteger a si mesma e a sua comunidade dos efeitos desastrosos da mudança climática. Em 2013, ela sobreviveu ao devastador tufão Yolanda e se tornou uma conhecida ativista, dedicando-se a convencer os governos de todo o mundo a enfrentarem a crise climática e tratarem dos prejuízos causados a comunidades em situação semelhante à sua. Apoie os esforços de Marinel.

[CANADÁ] CRESCENDO COM MERCÚRIO NAS VEIAS

Desde a década de 1960, rios e peixes que são vitais para a comunidade indígena Anishinaabe de Grassy Narrows têm sido contaminados por mercúrio. Devido à omissão do governo, gerações de jovens cresceram vêm tendo problemas severos de saúde e a comunidade vem perdendo suas tradições culturais. Em 2017, o governo canadense prometeu que resolveria a crise do mercúrio “de uma vez por todas” – e os jovens da comunidade estão decididos a fazer com que essa promessa seja cumprida.

[CHINA] RETIRADO DE SUA FAMÍLIA

Yiliyasijiang Reheman e sua esposa, Mairinisha Abuduaini, esperavam seu segundo filho quando ele desapareceu. O casal estudava no Egito quando, em julho de 2017, cerca de 200 uigures – grupo étnico de maioria muçulmana da região chinesa de Xinjiang – foram capturados pelo governo. Alguns deles foram obrigados a voltar para a China. Mairinisha acredita que seu marido esteja entre os quase um milhão de pessoas, encarcerados em campos secretos na China.

[SUDÃO DO SUL] PELO DIREITO À VIDA

Magai Matiop Ngong cursava o ensino médio quando foi condenado à morte por um incidente que ele afirmou perante o juiz ter sido acidental. Com apenas 15 anos, ao ser preso, Magai não teve o direito a um advogado até depois do julgamento. Agora, aos 17, ele ainda está no corredor da morte no presídio central de Juba, situação que ele só suporta porque tem esperança de que seu recurso seja julgado procedente e que ele possa voltar para a escola.

[BIELORRÚSSIA] ADOLESCENTE QUER RETOMAR OS ESTUDOS

Emil Ostrovko tinha 17 anos quando foi preso e brutalmente espancado por policiais por supostamente transportar drogas. Ele trabalhava como entregador para uma empresa de vendas por internet. Agora, aos 19, ele cumpre uma pena de oito anos de prisão por uma infração leve relacionada a drogas, e seu sonho de entrar na universidade está drasticamente ameaçado. Emil é apenas um entre mais de 1500 jovens e adolescentes que cumprem penas desproporcionais na Bielorrússia por infrações leves relacionadas a drogas. Eles têm que fazer muitas horas de trabalhos forçados e recebem um tratamento mais severo que o de outros infratores.

[EGITO] DIGAM ONDE ELE ESTÁ

Ibrahim Ezz El-Din foi preso no dia 11 de junho de 2019 próximo a sua casa no Cairo. A polícia, porém, afirma que ele não está em sua custódia. A família não tem qualquer informação sobre onde ele está ou o que aconteceu com ele. Mas não é só isso. Ibrahim é a quinta pessoa que trabalha na mesma organização, fazendo campanha e documentando violações de direitos humanos no Egito, a ser presa. Em todo o Egito, centenas de pessoas estão desaparecendo nas mãos do Estado só porque elas ou suas famílias criticam ou se opõem ao governo.

[GRÉCIA] PROCESSADOS POR SALVAREM VIDAS

Na Grécia, você pode ir para a cadeia por salvar vidas. Foi o que aconteceu com Sarah Mardini, de 25 anos, e Seán Binder, de 24 anos, quando trabalhavam como voluntários de resgate de pessoas refugiadas chegando em barcos no mar de Lesbos. Eles ajudavam pessoas que estavam em perigo, muitas das quais fugiam de abusos em seus países. Mas os dois acabaram na cadeia, acusados de espionagem, de tráfico de pessoas e de fazerem parte de uma organização criminosa.

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