O Problema

Ao redor do mundo há muitas pessoas assumindo enormes riscos para defender nossos direitos. São professores, estudantes, ativistas políticos, operários, jornalistas, advogadas e tantos outros. Podem ser você, seus amigos, amigas e familiares.

Muitas destas pessoas estão sendo ameaçadas, perseguidas, torturadas, detidas e até mesmo mortas – apenas por se atreverem a fazer o que é certo. Sem a coragem dessas pessoas, o nosso mundo seria menos honesto, menos justo e mais desigual. Devemos estar ao lado dos defensores e defensoras de direitos humanos em todo o mundo e fazer tudo o que pudermos para garantir sua proteção e a continuidade de seu trabalho.

Setenta anos após a assinatura da Declaração Universal dos Direitos Humanos e 20 anos após a adoção da Declaração dos Defensores de Direitos Humanos, o desejo universal de justiça e respeito pelos direitos humanos enfrenta uma profunda incerteza por todo o mundo.
.Hoje em dia, o espaço em que ativistas operam e realizam o seu trabalho encontra-se cada vez mais ameaçado. Para que seja possível o mundo idealizado pelos autores da Declaração Universal e dos demais padrões legais internacionais, devemos, todos e todas, garantir que defensoras e defensores tenham a possibilidade de trabalhar num espaço seguro.

Devido aos perigos que enfrentam atualmente, devemos exigir a garantia de proteção, segurança bem-estar e integridade às pessoas que abdicam do seu conforto em prol da defesa dos direitos de outros.

Defensoras e defensores de direitos humanos sofrem ataques pessoais como ameaças, violência física, assassinatos, desaparecimentos forçados, uso e propagação de legislação que criminaliza sua atividade, disseminação de meios de vigilância e restrições ao seus movimentos, impedimento ou criminalização do direito à reunião e associação, entre outras situações inaceitáveis. É imperativo que o papel fundamental que estes defensores e defensoras têm na construção de uma sociedade mais justa seja reconhecido.

.Devemos celebrar as vidas e o trabalho dessas pessoas tão corajosas que não se calam perante as violações dos direitos de todos e todas nós! Seja em defesa dos direitos das mulheres, ou pelos direitos LGBTI, pela liberdade de expressão e reunião, pelos direitos econômicos, sociais e culturais, ou pelo direito a uma vida digna: é preciso proteger quem protege os direitos humanos.

É imperativo que o papel fundamental que estes defensores e defensoras têm seja reconhecido

Pretendemos que a campanha CORAGEM crie uma mudança sustentável na esfera dos direitos humanos, em diversos lugares do mundo, ao trabalhar diretamente para e com defensores e defensoras em questão.

A educação para os direitos humanos e a promoção destes valores ganham agora ainda mais importância: é o momento de que as sociedades estejam à altura dos valores que defendemos.

Para tudo isto, é indispensável que encaremos as injustiças como algo pessoal e nos inspiremos a agir através de atos simples, mas extraordinários!

A Anistia Internacional tem uma longa história de sucessos através de ações simples, mas que se multiplicam em escala mundial, como por exemplo o envio de cartas, a assinatura de petições, a participação em vigílias e manifestações, os momentos de compartilhamento, as atividades de educação para direitos humanos e a divulgação do que sabemos ser o certo a ser feito.

Hoje, mais do que nunca, e face ao crescimento de discursos de antidireitos, é imperativo que estejamos conscientes da importância da nossa voz! É tempo de transformar a opinião silenciosa em gritos de incentivo e inspiração, para que mais pessoas em todo o mundo saibam que não estão sozinhas.

O poder da CORAGEM está em nós, é preciso apenas usá-lo.

A participação de todos e todas no movimento Anistia Internacional nos lembra que a união de nossas vozes é o melhor caminho para alcançar mudanças fundamentais no mundo.

  • Defensores de direitos humanos são verdadeiros heróis e heroínas, dispostos a sacrificar o seu bem-estar pessoal pela defesa dos direitos humanos. É fundamental que seu trabalho seja reconhecido, que o possam fazer em segurança e que estejam em contato entre si.
  • É fundamental que ativistas atualmente em risco estejam mais protegidos no futuro, sobretudo de ataques e perseguições cometidas apesar das legislações vigentes.

Quem são esses defensores e essas defensoras em risco?

O relatório da Anistia Internacional, Ataques letais mas evitáveis: Assassinatos e Desaparecimentos Forçados daqueles que Defendem os Direitos Humanos, publicado em 2017, destaca os riscos crescentes enfrentados pelos defensores dos direitos humanos – pessoas de todos os estratos sociais que trabalham para promover e defender os direitos humanos.

Desde a  adoção da Declaração sobre Defensores dos Direitos Humanos, em 1998, estima-se que 3.500 defensores de direitos humanos foram mortos em todo o mundo. 

A coragem adquire várias formas e nem sempre precisamos nos colocar em perigo para vivermos de acordo com as nossas opiniões. Pode ganhar forma com uma assinatura, um tweet, uma carta, a presença numa vigília ou qualquer outra forma que permita a promoção e a defesa dos direitos humanos.

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