Campanha Jovem Negro Vivo chega aos EUA

Bruno F. Duarte
Assistente de Novas Mídias

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A campanha Jovem Negro Vivo chega a um novo momento internacional. A convite da Anistia Internacional Brasil, Raull Santiago, midiativista do Coletivo Papo Reto, do Complexo do Alemão, e Débora Maria da Silva, fundadora e coordenadora do movimento Mães de Maio, participam de uma série de encontros com ativistas, debates públicos e reuniões com autoridades sobre o alto índice de homicídios de jovens negros no Brasil  em cinco cidades dos Estados Unidos até o dia 15 de abril, durante a segunda edição da iniciativa Jovem Negro Vivo pelo Mundo.

Na primeira parada do tour de direitos humanos, Raull e Débora participaram do encontro anual de membros da Anistia Internacional Estados Unidos, que aconteceu em Miami entre os dias 1 e 3 de abril. A crise global de pessoas refugiadas, os direitos das mulheres, a liberdade de expressão, e o impacto da falta de controle de armas nas violações de direitos humanos tiveram destaque no evento que reuniu mais de mil membros da organização no país.

Raull e Débora compartilharam sua luta por justiça em suas comunidades na mesa “Direitos humanos e violência armada nas Américas” com a participação de Carlos Lusverti, da Anistia Internacional Venezuela, do advogado Khiree Smith, dos Estados Unidos, com mediação de Francisco Ciampolini, coordenador voluntário de campanhas sobre o Brasil na seção da Anistia nos EUA. Um encontro emocionante com o jornalista angolano Rafael Marques aconteceu quando assistimos à mesa sobre hip hop e ativismo. Para saber mais sobre a experiência leia os blogposts de Débora e Raull aqui no site da Anistia.

A delegação brasileira também participou de uma mesa sobre comunidades afrodescendentes nas Américas. Renata Neder, assessora de direitos humanos da Anistia Internacional Brasil, falou sobre comunidades quilombolas no Maranhão que não tem seu direito à terra respeitado e que sofrem ameaças e ataques de fazendeiros locais. Na mesa, também estavam Francia Marquez, liderança da comunidade de Latema na Colômbia, e Rupert Allen, do territorio Rama y Kriol na Nicarágua. As experiências dos três países revelam o impacto negativo de um modelo de desenvolvimento que não respeita os direitos de comunidades rurais afrodescendentes e a violência que sofrem estas comunidades.

Acompanhe a cobertura da iniciativa aqui e nas redes sociais da Anistia Internacional Brasil.

Saiba mais

Raull Santiago: nós por nós, no luto e na luta

Débora Maria da Silva: mães faveladas e periféricas sem fronteiras

Leia o diário de viagem da primeira etapa da iniciativa Jovem Negro Vivo pelo Mundo

Bruno F. Duarte
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