Como muitas favelas do Rio de Janeiro, a Rocinha.
Como muitas favelas do Rio de Janeiro, a Rocinha, que se estende de São Conrado até a Gávea, na afluente zona sul carioca, sofre diariamente, há muitos anos, com a violência nas mãos dos traficantes e da polícia.

A importância e a confiança crescentes do Brasil no palco internacional faz com que o País se torne uma voz importante na área dos direitos humanos, tanto nas Américas quanto em outros continentes. A resiliência e a expansão de sua economia, combinadas com políticas públicas de interesse social, têm permitido que cada vez mais brasileiros consigam emergir de uma situação de pobreza.

Embora seja verdade que o Brasil é um país de fortes contrastes, em que milhões de pessoas lutam para sobreviver enquanto outras vivem uma prosperidade sem precedentes, também é verdade que as forças que desafiam essas desigualdades sociais estão cada vez mais vigorosas e confiantes. O reconhecimento por parte dos últimos governos de que atender as necessidades daqueles que são excluídos dessa prosperidade é fundamental para garantir um desenvolvimento contínuo e sustentável tem ajudado a produzir mudanças importantes no âmbito das políticas públicas e na sociedade.

Hoje, as questões de direitos humanos fazem parte das preocupações de muitos brasileiros. Alguns consideram que o mais importante seja lidar com a violência urbana, com as práticas policiais e com a segurança pública. Para outros, o mais importante são as questões de saúde pública e a liberdade de expressão. Para muitos, o maior desafio é assegurar que o desenvolvimento não ocorra à custa dos direitos dos povos indígenas e de outras comunidades rurais. Mas seja qual for a área de preocupação, o importante é que verificamos uma crescente sensibilidade social para a importância dos direitos humanos.

Essas são as questões de direitos humanos que têm estado nos corações e mentes de milhões de brasileiros e brasileiras que aspiram por mudanças. São essas mesmas questões que pulsam no coração da Anistia e que movem seu trabalho em todo o mundo, a fim de que todos desfrutem de todos os direitos humanos. Trazendo uma perspectiva internacional e independente, bem como sua reputação em informar de modo confiável e imparcial, a Anistia Internacional trabalhará com as organizações de direitos humanos, com as organizações não-governamentais e com os cidadãos e cidadãs brasileiros para criar um espaço em que os mais diversos setores da sociedade possam superar suas diferenças. Pretendemos estabelecer conexões entre as pessoas de diferentes parcelas da população, com a intenção de fomentar um espírito de ativismo.

Os movimentos sociais brasileiros, altamente dinâmicos, já estão fazendo a diferença. Em áreas como direitos das mulheres e igualdade racial, suas conquistas foram extremamente significativas e deixaram sua marca percepção da sociedade brasileira e em políticas públicas funcionais e afirmativas.

Os brasileiros conseguiram criar uma voz própria, tanto em nível doméstico quanto internacional. Assim, o que a Anistia Internacional pode fazer para realçar seu trabalho?

Quando perguntamos às organizações ativistas brasileiras qual poderia ser a maior contribuição da Anistia, elas responderam: seu histórico de imparcialidade; seu compromisso em descobrir os fatos; sua capacidade de despertar a atenção e a solidariedade internacionais. Ao nos unirmos a essa rede extraordinária de movimentos sociais, de ONGs e de organizações de direitos humanos que existe no Brasil, acreditamos poder formar uma coalizão ainda mais unida e poderosa para combater as injustiças.

Milhões de brasileiros e brasileiras estão lutando por justiça social nos locais em que vivem, operando mudanças concretas em suas próprias comunidades. Outros milhões compartilham dessa mesma paixão por justiça. Nosso objetivo é formar uma coalizão internacional o mais forte possível em favor da justiça, trabalhando juntos para nos certificarmos de que todos estejam incluídos na promessa de que os direitos humanos constituem o fundamento de um mundo mais justo e igualitário. Ajude-nos a canalizar essa paixão e superar esse desafio.

Informe Anual 2013

O Informe 2013 da Anistia Internacional revela um mundo em que as pessoas continuam desafiando a opressão mesmo diante do poderoso arsenal de medidas repressivas mobilizado contra elas.

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